Fique por Dentro – Ed. 194

19/10/2018

Bandeirantes e Deicmar

A Bandeirantes Logística Integrada e a Deicmar Armazenagem e Distribuição anunciam seu novo diretor de Logística: Roberto Teller. Ele possui formação em Engenharia Elétrica pela FEI, pós-graduação em Marketing e Administração Estratégica pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Matemática Aplicada pela Universidade de São Paulo (USP). Teller desenvolveu uma carreira sólida de 35 anos em empresas multinacionais e nacionais dos segmentos portuário, metalúrgico, alimentício, B2B (serviços) e B2C (áreas de revenda e assistência técnica). Sua mais recente experiência profissional foi no Grupo Libra, no qual atuou como diretor/presidente no período de 2011 a 2017.

 

DHL Global Forwarding

A DHL Global Forwarding, divisão especializada do Deutsche Post DHL Group em soluções logísticas para cargas aéreas, marítimas e rodoviárias, anuncia Eric Brenner como novo CEO no Brasil. Com 25 anos de carreira, o executivo já ocupou diversos cargos de liderança, em níveis locais e regionais, no mercado de logística, no exterior e no Brasil. Ele sucede Cindy Haring. Formado em Administração com especialização em logística por uma universidade alemã, Eric Brenner trabalhou mais de 25 anos na indústria de logística e de freight forwarder em uma empresa logística de porte internacional.

 

Translift e ABIMAQ

Jair Alves, presidente da Translift Sistemas de Movimentação e Armazenagem, acaba de assumir a presidência da Câmara Setorial de Equipamentos para Movimentação e Armazenagem de Materiais (CSMAM) da Abimaq – Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos. O mandato de Alves – que é formado em Engenharia de Produção – dá sequência aos trabalhos do biênio 2017/2019. A CSMAM congrega os fabricantes de empilhadeiras, transpaleteiras, guinchos, talhas e troles, carrossel, rebocadores e transportadores, guindastes, pontes rolantes, pórticos, plataformas elevatórias, entre outros sistemas com afinidades ao segmento.

 

Randon

Paulo Prignolato acaba de ser contratado como CFO das Empresas Randon, visando ao aprimoramento da Governança Corporativa e à estratégia de internacionalização da companhia. Ele responde pelas áreas de Finanças e Controladoria, reportando-se diretamente à Presidência e integrando, também, o Comitê Executivo, juntamente com o Presidente, David Abramo Randon; o Vice-presidente de Administração, Daniel Randon; o COO da Divisão Montadora, Alexandre Gazzi; e o COO da Divisão Autopeças, Sérgio de Carvalho. Prignolato é graduado em Engenharia Metalúrgica pela Escola de Engenharia Mauá, com pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Vanzolini, MBA em Finanças pelo IBMEC e formações complementares pela Harvard University, Kellogg School of Management e IMD.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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