Fique por Dentro – Ed. 185

21/11/2017

Localfrio
Marcelo Schmitt é o novo CEO da Localfrio. Com mais de 25 anos de carreira desenvolvida em diferentes países da América Latina e Europa, tanto na indústria quanto em Operadores Logísticos, o novo CEO retorna da Holanda, onde ocupava a direção de Supply Chain e Procurement da Apollo Vredestein na Europa, tradicional empresa fabricante de pneus. Schmitt é também o atual presidente do Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP) no Brasil. Ele é engenheiro naval formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), onde foi também professor convidado entre os anos de 2001 e 2016. Sua formação inclui ainda um MBA em Administração e Economia Empresarial na Fundação Getúlio Vargas.

RIOgaleão Cargo
O RIOgaleão Cargo finaliza o ano de 2017 com uma equipe comercial reformulada. Leandro Lopes assume a gestão comercial. Ele é formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e conclui MBA em Gestão de Negócios pela Universidade de São Paulo (USP). Completando o time, Helio Dapena passa a integrar a equipe como executivo de contas para atender à crescente demanda de clientes do RIOgaleão Cargo em São Paulo. Dapena é formado em Desenho Industrial pelas Faculdades Integradas Teresa D’Ávila (FATEA – Lorena/SP) e com especialização em Comércio Exterior, pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP – Campinas/SP), e Logística Empresarial, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV – Campinas/SP).

LATAM Cargo Brasil
Diogo Elias é o novo diretor geral de Cargas Domésticas da LATAM Cargo Brasil na América do Sul, abrangendo Brasil, Chile, Peru, Argentina, Colômbia e Equador. Na empresa há quatro anos, Elias era, anteriormente, gerente sênior Comercial de Cargas Domésticas. Neste cargo entra Otávio Meneguette, que também já faz parte da empresa há dois anos e antes atuava como gerente de Planejamento Comercial Brasil.

Scania
A Scania anuncia duas mudanças de executivos. Ricardo Vitorasso assume como novo diretor de Vendas de Caminhões para as operações comerciais no Brasil. Ele passa a ocupar o cargo de Victor Carvalho, que deixou a companhia para se dedicar a projetos pessoais. O sucessor de Vitorasso, na função de diretor de Vendas do Consórcio Scania, é Rodrigo Clemente, ex-gerente comercial do Grupo Mevepi, uma das concessões da marca no Estado de Santa Catarina. Formado em Administração de Empresas e pós-graduado em Gestão de Negócios, Vitorasso atua no grupo Scania há 17 anos. Já Clemente, formado em Engenharia de Produção e pós-graduado em Marketing, iniciou sua carreira na Scania em 2005. Vitorasso passa a se reportar a Roberto Barral, diretor-geral da Scania no Brasil, e Clemente a Suzana Soncin, diretora-geral do Consórcio Scania.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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