Fique por Dentro – Ed. 184

16/10/2017

Sineata
O Sineata – Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo tem novo diretor-geral. Marcio D’Angiolella assumiu o cargo em agosto último e, juntamente com o presidente Edgar Nascimento, passa agora a responder pelo sindicato. D’Angiolella é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais e tem especialização em Direito Empresarial Trabalhista. Antes de chegar ao Sineata, D’Angiolella passou, entre outras entidades, pela FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, como gerente do Departamento de Relações Trabalhistas e Sindicais, pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, onde foi consultor de Relações Trabalhistas e Sindicais, e CPFL Energia, na mesma função. Além disso, atuou em companhias como a Credicard, Telefônica, Grupo Acciona, e TMKT e Atento Brasil.

Jamef
O executivo Ricardo Botelho assumiu a posição de diretor presidente da Jamef Encomendas Urgentes. Ele já presidiu empresas como a Remil, Coca Cola Femsa e, mais recentemente, a Santher. Com a mudança, Adriano Depentor deixa a diretoria geral e passa a integrar uma das cadeiras do Conselho de Administração da Jamef.

RTE Rodonaves
João Naves, presidente e fundador da RTE Rodonaves, recebeu a medalha Mérito do Transporte Rodoviário de Carga Paulista Adalberto Panzan, na categoria Empresário do TRC. O prêmio, bastante tradicional – desde 1992 – foi instituído pela FETCESP – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo e homenageia pessoas, entidades e empresas que se destacam pelo fortalecimento do transporte rodoviário de carga paulista.

ABOL
Luís Eduardo Chamadoiro, VP de Logística Geral do Grupo TPC, assumirá em novembro próximo a Presidência do Conselho Deliberativo da ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos para o biênio 2017/2019, em substituição a Oswaldo Dias de Castro Jr., presidente da Golden Cargo. Junto a Chamadoiro, assumirá a Presidência do Conselho Fiscal o diretor Financeiro da Brado Logística, Henrique dos Reis Meirelles, e do Conselho de Ética, o conselheiro fundador e presidente da Transportadora Americana, Celso Delle Donne Luchiari.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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