Fenatran: Mercedes-Benz anuncia primeiro caminhão autônomo nível 4 do país, em parceria com Lume Robotics e Ypê

08/11/2022

É da Mercedes-Benz do Brasil o primeiro caminhão com nível 4 (SAE) de automação em operação em uma planta industrial no país. Esta inovação é fruto de uma parceria da empresa com a startup Lume Robotics, responsável pela tecnologia de automação agregada ao veículo. A novidade foi anunciada na Fenatran, feira que acontece até esta sexta, em São Paulo.

Por meio de um processo de configuração e parametrização, o modelo em questão, o cavalo mecânico Atego 1730 autônomo, foi especificamente adaptado para a Ypê, empresa 100% brasileira, atuante no segmento de higiene e limpeza, localizada na cidade de Amparo (SP).

“Juntamos nossa expertise em caminhões com a da Lume Robotics em mobilidade autônoma e com a Ypê, que tem um dos centros de distribuição mais modernos do país. Nosso foco é entregar o melhor produto de tecnologia mais recente para o nosso cliente, seja qual for sua necessidade e especificidade”, destaca Achim Puchert, presidente da Mercedes-Benz do Brasil & CEO América Latina.

Com isso, a montadora passou a oferecer consultoria especializada no ecossistema de veículos autônomos, com entrega de soluções customizadas aos clientes. “Ou seja, mais do que a venda técnica de um produto, oferecemos uma venda consultiva para os clientes. O grande diferencial é que cada operação com caminhão autônomo tem suas características e necessidades específicas. Nossas equipes fazem levantamentos caso a caso, propondo as soluções de automação mais assertivas e indicadas”, afirma Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil.

Neste caso específico de condução autônoma de nível 4, o caminhão se movimenta em áreas confinadas e controladas, com baixa velocidade e alta precisão nas manobras. “Devido à atuação de diversos sensores e câmeras, o sistema da Lume Robotics reconhece todos os obstáculos que foram mapeados, incluindo pedestres. Com inteligência artificial, o caminhão memoriza todas as características do local onde atua”, diz Leoncini. Ele ressalta que o motorista segue presente na logística da operação, acompanhando o processo e podendo até realizar outras tarefas.

O executivo informa que a Ypê aprovou a ideia e foi a primeira a adquirir o Atego autônomo, que está, então, sendo preparado para operar, durante 24 horas por dia, para carregamento e descarregamento automáticos no interior da fábrica de Amparo, transferindo produtos entre as linhas de produção e o centro de distribuição, que também são interligados por um sistema de automação industrial.

“A Mercedes-Benz já vendeu quatro caminhões Atego 1730 autônomos para Ypê, o primeiro deles será entregue nesse mês e os outros três no início do ano que vem. Dessa forma, nossa solução com a Lume Robotics otimiza a produtividade da operação de transporte e logística interna da Ypê, assegurando eficiência, precisão e segurança”, ressalta Leoncini.

Segundo Jorge Eduardo Beira, vice-presidente de Operações da Ypê, o CD foi transformado em um dos mais modernos e tecnológicos CDs do Brasil e de toda a América Latina. “Ao nos tornarmos a primeira empresa brasileira a adotar o veículo autônomo na logística interna, reforçamos o nosso compromisso com a inovação dos processos, o que trará ganhos ainda mais significativos de produtividade no transporte de cargas entre as unidades produtivas e o CD de maneira ágil e precisa”, afirma.

Com base nessas iniciativas bem-sucedidas, Leoncini aponta mais possibilidades para caminhões autônomos no país em diversas atividades, seja em operações confinadas em indústrias e galpões logísticos ou em severas aplicações fora de estrada. “Como, por exemplo, na mineração e em grandes obras de infraestrutura, em locais de condições extremas onde a operação autônoma do caminhão pode proporcionar mais segurança para os motoristas nas situações de risco. Neste caso, a máquina pode ajudar o homem, sendo um assistente confiável, eficiente, produtivo e seguro”, reforça.

Serviço

Fenatran e Movimat

Local: São Paulo Expo – Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – Água Funda

Dias e Horários: 08 a 11 de novembro: 12h às 21h

Estacionamento:  Carros: R$ 60,00

Motos: R$ 35,00 (exclusivo 2° Andar)

Transporte Gratuito: Haverá serviço de transporte gratuito na saída da estação Jabaquara do Metrô (Linha Azul). Os ônibus disponibilizados terão como destino o Centro de Exposições São Paulo Expo.

Outras informações sobre praças de alimentação, viagens e hospedagens, necessidades especiais, bolsão de motos, capaceteria, guarda-volume estão disponíveis no link: https://www.fenatran.com.br/pt-br/visitar/servicos-ao-visitante.html

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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