Eu Entrego aposta em SaaS para acelerar crescimento em 2024

21/03/2024

Em 2023 a Eu Entrego, plataforma que conecta varejistas a maior rede de entregadores autônomos do Brasil, decidiu licenciar sua plataforma para terceiros que necessitassem digitalizar suas operações de entregas e tem investido em modernas tecnologias para oferecer entregas cada vez mais rápidas e eficientes. O movimento foi tão exitoso que motivou a companhia criar uma nova unidade de negócios chamada Envoy, a expectativa é fechar esse ano com um representando 20% da receita total da logtech oriunda de SaaS.

Solução moldada na prática

Nascida dentro da logtech, a plataforma foi moldada por meio das necessidades do dia a dia da operação de crowdshipping. Essa origem prática foi fundamental para a evolução da ferramenta, permitindo que cada aprimoramento viesse de experiências reais e desafios enfrentados em campo. É uma solução robusta, testada e comprovada no ambiente dinâmico e exigente da logística moderna.

Funcionamento

A plataforma possui sistema integrado que cobre todos os aspectos essenciais da cadeia logística, desde a coleta até a entrega final, garantindo eficiência, transparência e aprimoramento contínuo no processo de entregas. Conta com aplicativo para entregadores, torre de controle, roteirização inteligente, app para embarcador e dashboards com os principais indicadores para tomada de decisão. Além disso, vários segmentos são atendidos, incluindo transportadoras, farmácias, setor de moda e magazines, o que reforça a capacidade de adaptação e resposta às demandas específicas.

“A Eu Entrego tem a tecnologia como parte essencial de sua identidade e foi concebida justamente para oferecer soluções inovadoras para desafios logísticos. Nesse contexto, estamos extremamente satisfeitos com o desempenho da nossa plataforma SaaS (Software as a Service) adaptada a necessidades específicas. Seguimos comprometidos em busca de novos níveis de excelência nos próximos anos, aprimorando processos e serviços para agregar ainda mais valor aos nossos clientes”, compartilha Vinicius Pessin, CEO da companhia.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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