Etiquetas eletrônicas lideram repaginação tecnológica na rede varejista Delupo, de Santa Catarina

26/04/2023

A Delupo é uma rede catarinense de home center que há 50 anos se dedica a oferecer para a indústria, serviços e varejo diversas soluções em máquinas, ferramentas e equipamentos. Tecnologia e inovação estão entre os principais atributos presentes em suas unidades nos municípios de Criciúma (onde estão a matriz e o centro de distribuição, também chamado de ‘CD’), Tubarão e Joinville. O objetivo, além de sempre transmitir confiança aos clientes, é garantir a disponibilidade de mais 50 mil itens em estoque com qualidade, responsabilidade e segurança.

A partir de 2018, a Delupo passou a implementar uma série de avanços que incluíram a adoção do autoatendimento e a melhoria da experiência de compra. O projeto começou pela loja-matriz de Criciúma e incluiu a remodelação das prateleiras, levando a um melhor aproveitamento do espaço interno nas lojas. Fez parte dessa iniciativa o investimento em etiquetas eletrônicas de prateleira (ESLs), que entraram de vez no radar da rede em 2019, quando sua liderança executiva esteve em Nova York para acompanhar a NRF, a principal feira mundial do varejo, e conhecer a tecnologia de perto.

Para materializar os planos de contar com as tags eletrônicas, a Delupo recorreu à parceria com a Seal Sistemas – a maior integradora de soluções de mobilidade do Brasil e líder nacional em computação móvel e captura automática de dados. A tecnologia foi aplicada em um projeto de repaginação da loja-matriz em Criciúma e, posteriormente, em uma nova loja da rede em Tubarão – que recebeu mais de 8 mil unidades da tecnologia, cobrindo uma área total de 1.200 metros quadrados.

Rumo à nova geração

A solução implementada em Criciúma e Tubarão contou com a última geração de etiquetas eletrônicas, fabricada pela francesa SES-imagotag. O comprometimento em manter a sustentação das ESLs e o alto nível de profissionalismo da equipe de pós-vendas da Seal Sistemas – agregando a competência como gestora à sua já conhecida função de integradora de tecnologias – foram os diferenciais que fizeram a rede investir na parceria.

Além de funcionalidades mais avançadas de gestão de preço que apoiam e aceleram a tomada de decisões, as etiquetas eletrônicas de última geração também permitiram uma implementação mais ágil. Entre a formalização do pedido e a instalação da tecnologia, as ESLs levaram apenas 30 dias para entrar em operação.

Também chamaram a atenção outras vantagens da solução, como melhora da experiência de compra para os clientes que visitam a loja, além de ganhos operacionais como redução da ruptura (quando itens em estoque deixam de ser repostos na gôndola após o esgotamento) e eliminação do risco de divergência de preços entre a prateleira e o caixa.

Inovação expandida

As etiquetas eletrônicas da nova geração deixaram uma impressão tão positiva entre gestores e colaboradores da Delupo que não demorou para que a solução fosse expandido a outras unidades, o que envolveu a instalação de mais de 5 mil novas unidades das tags de última geração. A velocidade com que diferentes implementações foram realizadas na rede, associada à pronta disponibilidade de seus especialistas, fez com que a Seal Sistemas concluísse dois grandes projetos de ESLs em tempo recorde (apenas um mês).

Atualmente quatro unidades da Delupo operam com etiquetas eletrônicas: a loja-matriz e o CD de Criciúma, a unidade de Tubarão e a loja de Joinville. “Seja nas nossas lojas ou no centro de distribuição, os maiores benefícios das etiquetas eletrônicas são a rápida gestão e troca de preços, ainda mais em um período de alta volatidade econômica que exige muitas mudanças na precificação. Isso também nos permite aplicar descontos rápidos e que duram poucos dias ou horas, o que é importante em períodos como a Black Friday”, diz André Ferreira, diretor comercial da Delupo.

O executivo também destaca a facilidade de selecionar uma linha específica de produtos para aplicar promoções, que entram no ar em até 15 segundos por meio da troca automática e programada de preços. As mudanças na precificação são feitas em uma central e para as quatro unidades da rede ao mesmo tempo, sob gestão do departamento de compras.

No futuro, com o apoio da Seal Sistemas, a Delupo planeja explorar uma funcionalidade das etiquetas eletrônicas que, de forma integrada com bancos de dados, estimula a venda cruzada de produtos e o aumento de ticket médio das compras dentro da loja. Na prática, QR Codes exibidos na tela de LED da tag (já disponíveis hoje para direcionar os clientes ao site da rede) passarão também a dar acesso a ofertas especiais de produtos e serviços relacionados aos itens expostos nas gôndolas.

Retorno garantido

Segundo a Seal Sistemas, as etiquetas eletrônicas presentes em seu portfólio são as únicas do mercado a evitar a perda de 12%, em média, no faturamento anual do varejista devido ao combate à ruptura. Ajuda a cumprir essa meta uma funcionalidade das tags que emite um alerta automático sempre que o número de itens nas prateleiras se aproximar de zero.

Além disso, as ESLs podem gerar um ganho real de 3% sobre o investimento realizado na tecnologia em si e de até 12 vezes caso ela opere em conjunto com outras soluções, como um software de gestão de ponto de venda (PDV) – como o Kairos Store, da Seal Sistemas.

“Nosso objetivo com as etiquetas eletrônicas não se limita à consultoria, venda e implementação. Trabalhamos também para ajudar os clientes e atingirem seus objetivos de vendas”, afirma Wagner Bernardes, CEO da Seal Sistemas. “Não é um trabalho apenas de tecnologia, mas sim de estratégia e de otimização da operação varejista. O projeto em uma rede tão importante quanto a Delupo nos ajuda a comprovar qualidades importantes das tags, como impulso à fidelização e total integração com sistemas de gestão de preço”, diz.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

As mais lidas

01

Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor
Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor

02

Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega
Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega

03

Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal
Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal