ES Logistics inaugura décima filial em Goiânia

25/05/2021

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No ranking entre os dez maiores agentes de carga do Brasil, com grande participação no volume de cargas nacional de importação e exportação, a ES Logistics inaugura em maio sua décima unidade no país, localizada em Goiânia. A empresa, que completa 20 anos de atuação este ano, está presente em São Paulo, na capital, Campinas e Rio Claro, no Espírito Santo em Vitória; no Paraná, em Curitiba e Londrina; em Santa Catarina, em Itajaí, Joinville e Criciúma.

Especialista em afretamentos marítimos e aéreos, transporte de parques fabris completos, e a movimentação de cargas superpesadas, a ES Logistics registrou também aumento de 100% no share nacional de embarques em 2020.

A pandemia da COVID-19 reforçou o posicionamento no segmento pharma: no ano passado, assinou oito operações logísticas com itens essenciais para combate ao coronavírus, entre eles cerca de dois milhões de testes rápidos para detecção da COVID-19 e, este mês, o afretamento de quatro aeronaves de uma carga com mais de três milhões e quinhentas mil de ampolas de um fármaco essencial para a sedação dos pacientes com coronavírus, que faz parte do “kit intubação.

Todas as etapas do processo são feitas de acordo com as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS), respeitando as exigências da gestão logística de produtos médicos, farmacêuticos e sensíveis à temperatura.

“A decisão faz parte do nosso compromisso de contribuir com o negócio dos clientes da região, oferecendo um atendimento focado na melhor performance e no suporte na recuperação e ganho de competitividade, com uma equipe local exclusiva”, afirma o responsável pela unidade de Goiânia, João Paulo Orlow.

A empresa faz parte do ranking dos maiores agentes de cargas do Brasil, ocupando o 10º colocado na importação e 8º lugar na exportação no país. A ES Logistics é membro da rede de agentes independentes WCA, WCA PHARMA, CLC, certificação ISO 9001 e GDP (Good Distribution Practices).

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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