Encontro de Valor ABAD debate o desempenho da cadeia de abastecimento

11/11/2015

No próximo dia 16 de novembro, segunda-feira, a ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores realizará no Espaço Fecomercio, em São Paulo, o ENCONTRO DE VALOR ABAD, último evento da entidade neste ano, que foi pensado para ajudar os integrantes da cadeia de abastecimento do Canal Indireto a buscar eficiência e alavancar resultados em um cenário de crise.

Entre os quase 400 convidados do evento haverá representantes das principais indústrias de bens de consumo fornecedoras do setor – algumas das quais estarão lá na condição de premiadas –, parlamentares e especialistas convidados para os debates e os maiores atacadistas e distribuidores dos 26 estados e do Distrito Federal, trazidos pelas 27 Filiadas Estaduais da ABAD.

A programação de apenas um dia é intensa. Além dos painéis Político-Econômico e Setorial, haverá a divulgação da pesquisa “Marcas em Destaque”, a premiação “Fornecedor Nota 10” e o lançamento oficial do encontro anual do setor que, em formato totalmente reformulado, chega a São Paulo em 2016 com o nome de “ENACAB – Encontro Nacional da Cadeia de Abastecimento e 36ª Convenção ABAD do Canal Indireto – Indústria, Agente de Distribuição e Varejo”.

PROGRAMAÇÃO

O Painel Político-Econômico, programado para 9h10, trará uma visão abrangente e qualificada do cenário presente, bem como lançará algumas luzes sobre o futuro. Participarão desse painel o economista Ricardo Amorim e os parlamentares: senador Douglas Cintra e deputado federal Laércio Oliveira, respectivamente presidente e 1º vice-presidente da Frente Parlamentar Mista dos Agentes de Abastecimento do Pequeno e Médio Varejo.

Já o Painel Setorial, com o tema “A importância do Atacado Distribuidor para o fortalecimento e desenvolvimento do Varejo Independente no Brasil”, marcado para 11h, reunirá diversos integrantes da cadeia de abastecimento, escolhidos entre alguns dos principais empresários do setor e dos mais importantes gestores da indústria, com mediação do professor Nelson Barrizzelli.

O tema escolhido deve-se ao entendimento de que os bons resultados da indústria e dos agentes de distribuição passam necessariamente pelas ações que beneficiam o pequeno e médio varejo, principal cliente do setor, que atende quase 52% do mercado mercearil nacional.

Para participar desse diálogo, alguns dos nomes confirmados são os empresários José Costa (JC Distribuidora), representado o modelo “distribuidor”; Emerson Destro (Destro Macro Atacado), representando o modelo “atacado generalista com entrega”; Ricardo Roldão (Atacadista Roldão), representando o “atacado de autosserviço” e Fernando Queiróz (Diso Comércio de Alimentos), representando os “agentes de serviço”.

A indústria será representada pelo vice-presidente de vendas da Nestlé, Ricardo Citrângulo. Também comporão o painel duas organizações com larga expertise em varejo: o Sebrae Nacional, representado pelo gerente da unidade de atendimento setorial comércio, Juarez de Paula, e a consultoria GfK, na pessoa de seu diretor Marco Aurélio Lima.

Depois dos debates, às 12h50, o diretor de varejo e atacado da Nielsen, Lucas Copelli, fará a apresentação do estudo anual “Marcas em Destaque – Os campeões do Varejo Independente”, realizado em mais de 400 mil pontos de venda de até quatro checkouts em 16 estados brasileiros, para indicar as preferências do consumidor do varejo independente.

Em seguida, também com a parceria da Nielsen, a ABAD entregará o prêmio “Fornecedor Nota 10” de 2015, destinado às indústrias fornecedoras do setor, escolhidas por atacadistas e distribuidores de todo o país. Estarão presentes os diretores da Henkel, Colgate, Bunge, Mars, AMBEV, Mondelez, BRF, Coca Cola, Unilever e P&G.

Ao fim das atividades, será servido u almoço e haverá espaço para networking entre os participantes, que nesse momento também poderão atender a imprensa.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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