Efeitos do coronavírus na logística e na economia do Brasil em 2020

22/04/2020

A maioria das pessoas tem se perguntado sobre o rumo dessa crise, que assola não só o Brasil, mas o resto do mundo, e que foi causada pelo coronavírus. A economia tem sido diretamente afetada. E as pessoas buscam formas de obter um retorno financeiro, mas sempre se protegendo, enquanto a situação não é normalizada.

O Que Causa Tanto Temor?

A segunda maior economia do mundo é a China. E o país também é o principal parceiro econômico de muitos países, dentre os quais está o Brasil. Só no ano de 2019, a China foi a responsável por algo em torno de 30% do total das exportações brasileiras, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. Esse valor representa o dobro do total de 15% dos Estados Unidos, que ocupa o segundo lugar, como comprador da produção do país.

De acordo com economistas, a economia da China possui uma ligação muito forte com todas as demais economias. Porém, no momento atual, ela se encontra isolada. Dessa forma, é inevitável que o restante do mundo não seja impactado. A China também é o país que mais compra commodities no mundo. E isso explica o fato de as cotações do minério-de-ferro e do petróleo terem sido abaladas, bem como os acionistas da Vale, de empresas siderúrgicas e da Petrobrás também. É por isso que a China reduziu a procura pelos produtos que essas empresas fabricam. Dessa forma, os preços dos produtos importados pelo país em grande escala também caíram.

Quais são os impactos do Covid-19 na logística no Brasil e no mundo em 2020

O efeito do coronavírus tem sido sentido por todos os países ao redor do mundo, nesse primeiro trimestre de 2020. Quando se trata de logística, o envio das mercadorias foi muito comprometido. Os portos e os armazéns estão repletos de mercadorias. Além disso, a quantidade de navios que saem e que voltam com mercadorias caiu muito. Com isso, não só o recebimento de mercadoria foi comprometido, mas também a chegada de insumos para a produção de muitos produtos. Isso tudo causa um grande impacto nas indústrias do país todo e nas exportações, levando a uma grande retração do comércio.

Além do mais, vários países fecharam as suas fronteiras. Assim, as viagens de negócios feitos entre o Brasil e esses países, que são seus parceiros comerciais, acabaram tendo a logística e as negociações comerciais comprometidas. E as cadeias de suprimentos foram muito afetadas não só do Brasil, mas também dos seus parceiros econômicos.

Setores faturando com a crise

Na contramão da economia mundial, estão as corretoras de opções binárias. Elas estão tendo o seu faturamento elevado, mesmo diante de tamanha volatilidade do mercado. É o caso, por exemplo, da IQ Option e da Binomo, por exemplo. Os investidores estão apostando nesse mercado para fugir da crise, e aproveitar as oportunidades que estão surgindo diante do cenário atual. E o melhor é que, para investir em opções binárias, você não precisa sair de casa. Basta de cadastrar em uma corretora e começar a operar. Enquanto a logística e a economia do país permanecem em crise, os investidores buscam alternativas mais rentáveis de driblar a crise.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

As mais lidas

01

Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor
Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor

02

Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega
Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega

03

Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal
Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal