Drivin firma nova parceria estratégica com a Mondelēz

22/04/2024

A Drivin, scale-up e partner tecnológico que otimiza os processos logísticos de transportes dos líderes no mercado da América Latina, firma uma nova parceria estratégica com a Mondelēz Brasil, a fim de aprimorar ainda mais suas entregas agendadas a partir da sincronização dos sistemas operacionais dos Centros de Distribuição da empresa.

Representando marcas como Lacta, Trident, Bis, Club Social, Tang e Oreo, a Mondelēz é um dos principais parceiros da Drivin no Brasil. Iniciada por meio do programa de inovação “Desembala”, cujo objetivo é fortalecer ainda mais o ecossistema e, prioritariamente, torná-lo mais competitivo, inovador e conectado com as demandas do negócio, a parceria entre a Drivin e a Mondelēz é de longa data. A scale-up foi selecionada entre mais de 250 startups durante o programa com o intuito de promover uma verdadeira transformação de ponta a ponta na cadeia, a partir de soluções inovadoras.

Não à toa, desde então, a Mondelēz vem testando todo o potencial da tecnologia e expertise da Drivin, com o intuito de otimizar cada vez mais as rotas de distribuição das mercadorias, com planejamento e acompanhamento em tempo real. Até o momento, a parceria possibilitou além de ganhos financeiros para a organização, aprimoramento dos respectivos níveis de serviço, principalmente por meio da tomada de decisão assertiva e estratégica.

Intitulado Synchrony, o novo projeto irá integrar de forma 100% customizada os sistemas operacionais dos CDs da Mondelēz. “Desde o go live do projeto no início do ano, estamos coordenando diversas reuniões com variadas frentes do negócio Mondelēz, a fim de construirmos juntos a solução do Synchrony Drivin, que engloba todas as necessidades e detalhes do cliente. Trata-se de um programa complexo com integração de diferentes sistemas. O Synchrony entregará excelente visibilidade e otimização dos processos logísticos da Mondelēz. Em breve, iniciaremos os desenvolvimentos com perspectivas de lançamento ainda neste ano”, destaca Pedro Ávila Finocchio, Project Manager da Drivin.

Segundo Alvaro Loyola, Country Manager da Drivin Brasil, o Synchrony prevê regras para a gestão de agendamento junto à Torre de Controle. “No geral, o projeto trará integração, sincronia e visibilidade na gestão end-to-end da cadeia de suprimentos da Mondelēz Brasil. A perspectiva estratégica na qual o Synchrony está sendo desenvolvido é crucial para identificar oportunidades reais de eficiência e, consequentemente, de economia. Essa relação transcende uma mera colaboração tecnológica, ao passo que representa um compromisso mútuo com a excelência e a inovação do segmento logístico do Brasil e da América Latina”, complementa Loyola.

“A inovação é um compromisso inegociável para nós. Trazer o novo projeto dessa parceria para beneficiar nossas atividades logísticas foi uma escolha acertada. Isso nos permitirá elevar o nível de serviço e atender a uma demanda mais estratégica do produto. Sem dúvidas, a integração do Synchrony nos nossos processos representa um marco não só para nós, mas uma evolução para toda a cadeia” complementa Roberto Hasil, diretor de Supply Chain na Mondelēz Brasil.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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