Docas do Rio melhora gestão financeira e registra lucro de quase R$ 1 bi em 2019

28/08/2020

A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Autoridade Portuária que administra os Portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis, registrou lucro de R$947,8 milhões no exercício de 2019. Trata-se de um grande avanço no desempenho financeiro da companhia, conquistado com a melhoria das práticas de gestão, incluindo a implementação das recomendações dos Conselhos, Auditoria Interna e Órgãos de Controle, tais como controle de gastos e criteriosa análise gerencial de Fluxo de Caixa e Contas a Receber.

As demonstrações contábeis correspondentes a 31 de dezembro de 2018, originalmente divulgadas em abril de 2019, foram reapresentadas, para melhor refletir as operações da Companhia.

A superintendente de Finanças da CDRJ, Camila Carvalho explicou que os esforços possibilitaram a já divulgada redução do passivo herdado, principalmente, da extinta Portobras, referente a débitos oriundos de contratos de leasing. “Isso resultou em uma diminuição, a curto prazo, de mais de R$1 bilhão no passivo da empresa, o que correspondeu a um terço do total das dívidas acumuladas.

A superintendente destacou também que foi iniciada a elaboração de projeções de Fluxo de Caixa com o intuito de subsidiar e permitir o acompanhamento da Diretoria Executiva e dos Conselhos Estatutários. O Conselho de Administração, em sua reunião ordinária no mês de julho, registrou elogios à Diretoria Administrativo-Financeira da CDRJ e a toda a área financeira, em especial à Gerência de Gestão Financeira.

Ainda de acordo com Camila Carvalho, a inadimplência foi reduzida consideravelmente: “Pontos de Auditoria que constavam como pendentes há muito tempo, principalmente relacionados ao controle do Contas a Receber, foram sanados.

Entre as ações em andamento, ressalta-se o início da implantação, em conjunto com a Superintendência de Desenvolvimento de Negócios, do Sistema de Custeio Baseado em Atividades Portuárias e Política Tarifária, desenvolvido pela Fundação Luiz Englert, da Universidade Federal do Rio Grande Sul, e a centralização do Faturamento de todos os portos administrados pela CDRJ, que dever ser finalizada em setembro.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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