DHL inaugura Centro de Competência em Oil & Energy no Brasil

15/06/2015

A DHL Global Forwarding, empresa do Deutsche Post DHL Group, especializada em fretes aéreo e marítimo, anuncia a inauguração de mais um Centro de Competência no Brasil, agora com foco no mercado de Oil & Energy.

O objetivo é aprimorar ainda mais o atendimento aos clientes desse setor por meio de uma equipe de especialistas dedicados. O maior beneficiado da iniciativa será o cliente, que poderá centralizar todas as questões relacionadas a esse tipo de embarque com um único time. O novo Centro de Competência tem um foco especial nos serviços locais, tais como desembaraço aduaneiro, transporte e distribuição doméstica.

De acordo com a DHL, a criação do Centro de Competência focado em Oil & Energy, nesse momento, vai ao encontro das necessidades das empresas que operam no Brasil e necessitam de serviços de qualidade e credibilidade internacionalmente comprovada.

“Ao criar um Centro de Competência no Brasil e vinculá-lo à rede global de especialistas da DHL em Oil & Gas, aportamos mais valor à cadeia de abastecimento de nossos clientes. O novo Centro focará na excelência operacional e em soluções inovadoras para essa indústria, utilizando as melhores práticas globais e as soluções sob medida, sempre com foco em redução de custo e eficiência operacional”, disse Juerg Rohrer, SVP, Global Business Development & Oil Energy da DHL Global Forwarding.

“Nossos clientes precisam de uma resposta imediata, independente se o embarque acontecerá via aéreo, marítimo, frete especial, emergencial ou do tamanho da carga,” afirma Claudio Ramos, diretor de Projetos Industriais da DHL Global Forwarding Brasil.

O Centro de Competência em Oil & Energy do Brasil é parte da iniciativa global da DHL com foco nos princípios primordiais de Compliance, que dão segurança aos clientes e seguem os preceitos de HSSE, que contempla as disciplinas: Segurança, Saúde e Meio Ambiente.

A DHL Global Forwarding conta atualmente com quatro Centros de Competência no Brasil: um com foco em automotivo, um para a indústria farmacêutica, um focado em tecnologia e esse novo em petróleo e energia.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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