Desempenho do agronegócio garante perdas menores no segmento de implementos rodoviários

06/07/2020

tyle="text-align: justify;">O volume de implementos rodoviários emplacados no primeiro semestre de 2020 apresentou recuo de 13%. De janeiro a junho as vendas foram de 49 mil unidades, ante 56 mil produtos em igual período de 2019.

Na análise da ANFIR – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários o desempenho este ano poderá sofrer menos perdas graças ao mercado de agronegócio. “O setor representa mais de 40%  de nosso faturamento e tem dado mostras de seguir aquecido graças à demanda por transporte da safra“, explica Norberto Fabris, presidente da  Associação. Por conta dessa expectativa, a ANFIR estima que a perda geral da indústria de implementos rodoviários em 2020 deverá ser de aproximadamente 10%, totalizando cerca de 108 mil produtos emplacados.

Mercado

 

O setor de Reboques e Semirreboques apresentou recuo de 13% de janeiro a junho de 2020 com relação ao mesmo período do ano passado. No semestre a indústria distribuiu ao mercado perto de 27 mil unidades, ante 31 mil em 2019.

No mercado de Carroceria sobre chassis a retração chegou a 12%. De janeiro a junho deste ano foram vendidos 22 mil produtos, contra 25 mil unidades no mesmo período de 2019.

EMPLACAMENTO DO SETOR
JANEIRO A JUNHO DE 2020
REBOQUES E SEMIRREBOQUES
FAMÍLIAJAN/JUN. 2019JAN/JUN. 2020%
BASCULANTE6.1356.018-1,91
PORTA CONTEINER1.189967-18,67
GRANELEIRO / CARGA SECA8.5526.294-26,40
CANAVIEIRO1.043985-5,56
BAÚ CARGA GERAL2.7522.445-11,16
CARREGA TUDO514488-5,06
DOLLY3.6423.295-9,53
ESPECIAL487476-2,26
TRANSPORTE DE TORAS741410-44,67
BAÚ FRIGORÍFICO725633-12,69
BAÚ LONADO2.3832.290-3,90
SILO4191121,95
TANQUE CARBONO2.5372.139-15,69
TANQUE INOX10419183,65
TANQUE ALUMINIO21-50,00
TOTAL30.84726.723-13,37
CARROCERIAS SOBRE CHASSIS
FAMÍLIAJAN/JUN. 2019JAN/JUN. 2020%
GRANELEIRO / CARGA SECA7.6085.261-30,85
BAÚ ALUMÍNIO / FRIGORÍFICO10.6039.748-8,06
BAÚ LONADO12914411,63
BASCULANTE2.1122.2325,68
BETONEIRA19832966,16
TANQUE1.1661.48827,62
OUTRAS / DIVERSAS3.6123.212-11,07
TOTAL25.42822.414-11,85
TOTAL GERAL MERCADO INTERNO
IMPLEMENTOSJAN/JUN. 2019JAN/JUN. 2020%
TOTAL   56.27549.137-12,68
MERCADO EXTERNO
EXPORTAÇÕES  (ATÉ MAIO)
TOTAL EXPORTAÇÕES 1.333638-52,14
Fonte: Anfir – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários
Obs.: Poderão acontecer alterações nas famílias, sem prévio aviso.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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