De olho na Copa do Mundo: empresas de SaaS enxergam oportunidades nos Emirados Árabes

25/11/2022

Saindo de toda a programação normal que acontece de 4 em 4 anos, a Copa do Mundo de 2022 será diferente, pois acontece no mês de dezembro. Para Otávio Pepe, diretor Brasil da Clever Global, o fato da Copa ser realizada nos Emirados Árabes abre um horizonte de oportunidades para empresas no mundo todo fazerem relações com a região. “Não é só uma questão de ser uma fatia global com muito poder aquisitivo e oportunidades financeiras. Nós, que atuamos no Brasil, temos a oportunidade de levar nossos negócios para lá”, comenta.

Clever Global, empresa de serviços tecnológicos, especializada no gerenciamento de fornecedores e terceiros, tem sede na Espanha, mas no Brasil representa  20% do total, tendo 14 filiais e projetos em 55 países espalhados pelo mundo. Em total cumplicidade com os setores de Engenharia Civil – construção e obras de infraestrutura – energia renovável, distribuição de energia, mineração, indústrias, operação e manutenção de Usinas Hidroelétricas, Termo Elétricas, Barragens, Parques Eólicos ou Usinas Fotovoltaicas Solares, a empresa de Saas disponibiliza a plataforma SerCAE, que auxilia na gestão documental, automatizando o controle do vencimento dos documentos e alertas, criando eficiência e minimizando os riscos associados à subcontratação de serviços.

Segundo Pepe, o crescimento de obras nos Emirados Árabes e no Brasil são promissores. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico  (OCDE), o mundo deve crescer 5,7% em 2022, sendo puxado para baixo por regiões como a Europa e para cima por várias regiões como EMEA. A Clever tem uma grande experiência com os maiores projetos executados nesta região que impactou um crescimento de 4% neste ano.

Pensando em otimizar todo o processo da contratação e gerenciamento de maneira digital e disruptiva, empresas como a Clever Global atuam neste mercado esperando evitar riscos associados à subcontratação de fornecedores, nas áreas, previdenciária, saúde e segurança do trabalho e fiscal. 

A atuação nos Emirados Árabes, até utilizando cases do Brasil como exemplos, representa, hoje, 4% da atuação da Clever Global. A empresa atua no Brasil com mais de 6.000 empresas e ao longo dos anos já executou mais de 700 projetos.

Saiba mais sobre o SerCAE, que integra de forma inteligente o controle de acesso, o controle de pagamento aos fornecedores e as auditorias com a Gestão Documental aqui.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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