Dafiti sela contrato com UX Group para automatizar operações logísticas

27/10/2023

A UX Group, hub de soluções de tecnologia, operação e serviços logísticos, acaba de fechar contrato com a Dafiti, maior fashiontech da América Latina, para a adoção de soluções tecnológicas voltadas para a automatização de suas operações logísticas.

O objetivo é aprimorar processos internos para melhorar a experiência do cliente. O projeto prevê a implementação de duas tecnologias diferentes.  

A primeira delas é o sistema Fusion, TMS embarcador voltado para controle e melhora de performance em todas as etapas da gestão de fretes.

A segunda é o aplicativo Ondetah, solução que conecta todos os pontos da logística e permite aos consumidores finais visualizar as etapas da entrega com alto nível de detalhamento.    

Com as duas ferramentas, o processo de entrega será totalmente monitorado em tempo real, proporcionando uma experiência de compra mais acurada aos clientes, além de garantir uma gestão unificada da performance dos transportadores e reduzir custos de fretes.  

Conforme explica Lucas Costa, Head de Produtos de Tecnologia da UX Group, o Fusion e o app Ondetah funcionam de forma integrada. “Com o apoio dessas tecnologias, a Dafiti terá o rastreio do pedido ao longo de todo percurso até a casa do cliente – desde a etapa da compra, preparação, transporte e até a esperada entrega”, esclarece ele.    

Ainda segundo Costa, o Ondetah conseguirá aproximar a Dafiti de seus clientes por representar mais um canal de monitoramento de compras, possibilitando uma comunicação mais efetiva. “O app facilita o acompanhamento da evolução do pedido e propicia a interação total do marketplace e com a transportadora”, revela.

Além disso, a Dafiti está adotando o processo de first mile junto a UX Group. A iniciativa prevê um processo logístico mais eficiente dentro da grande São Paulo, elevando a performance e reduzindo o prazo de entrega.  “A UX é hoje uma referência quando falamos em soluções que geram impactos positivos nas operações – tanto sobre temas relacionados à experiência do cliente como também ao meio ambiente”, conclui o head de produtos. 

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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