DAF Fornecedora Caminhões abre novas instalações em Itaitinga (CE) e inaugura concessionária em Parnamirim (RN)

28/06/2021

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Com um investimento de R﹩12,2 milhões, o Grupo Fornecedora inaugura duas novas concessionárias DAF, no Ceará e no Rio Grande do Norte. Em Itaitinga, na Grande Fortaleza, o novo espaço de 15.000 m² substitui a antiga concessionária que atendia a região desde 2014. São 12 boxes para serviços de manutenção, área para futura expansão e foco em sustentabilidade. Já a unidade de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, é nova e conta com 5.000 m², além de seis boxes de atendimento para serviços de manutenção, em uma área construída de 900m².

O novo prédio em Itaitinga traz um diferencial, sendo projetado para diminuir os impactos da operação no meio ambiente, além de reduzir os custos operacionais em longo prazo. Em mais de 2.000m² de área construída, o projeto amplamente sustentável conta com uma ETE- Estação de Tratamento de Esgoto e uma ETA – Estação de Tratamento de Água. As instalações permitem o tratamento das águas pluviais captadas nas calhas e das áreas de lavagem. Toda a água coletada e tratada é armazenada e redistribuída para toda a unidade.

“Estamos muito felizes em inaugurar a nova unidade em substituição à loja que opera na Grande Fortaleza, com amplo espaço e maior número de boxes, o que nos permite atender mais clientes e em menos tempo. Priorizamos também um projeto com autossutentabilidade, alinhado ao novo momento do mundo, contribuindo para a preservação dos recursos naturais. Já a unidade de Parnamirim é menor, mas cobre uma área importante da região metropolitana de Natal, aumentando a capilaridade da DAF no Nordeste”, afirma André Leão Ribeiro, CEO do Grupo Fornecedora.

A Fornecedora Caminhões atende uma região estratégica para a marca, tanto na comercialização de caminhões, quanto em serviços de pós-venda. A concessionária é parte do Grupo Fornecedora, atualmente com concessionárias em Itaitinga, no Ceará; em Teresina, no Piauí; em Campina Grande, na Paraíba; e em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, além de uma loja TRP em Bom Jesus, no Piauí. O Grupo atua nos segmentos de Caminhões, Máquinas, Construção, Asfalto e Engenharia e Logística.

“O Grupo Fornecedora é um parceiro de longa data da DAF, responsável por uma região importante no nordeste brasileiro. Esta nova instalação está sendo inaugurada em um momento em que estamos crescendo em vendas, aumentando nossa frota circulante e entrando em novos segmentos do transporte de carga. Com isso, conseguiremos manter nosso nível premium de atendimento, com a confiança de ter um parceiro que compartilha integralmente dos nossos valores”, finaliza Gustavo Novicki, Diretor de Desenvolvimento de Concessionárias da DAF Caminhões Brasil.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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