Corelog adquire oito caminhões extrapesados Mercedes-Benz Actros para ampliação de frota

Com cinco anos de atividades no setor de logística, a empresa gaúcha Corelog acaba de receber sete extrapesados Actros 2045 4×2 e um Actros 2553 6×2, ampliando sua frota própria para 30 caminhões, todos da marca Mercedes-Benz. Os novos Actros foram adquiridos no final de 2024 e comercializados pela Savar, concessionário de Porto Alegre, RS.

Com matriz em Cachoeirinha, município da Região Metropolitana de Porto Alegre, e com unidades nos estados das regiões Sul e Sudeste e em países do Mercosul, a Corelog iniciou suas operações com caminhões Mercedes-Benz. “Em 2021, precisávamos rapidamente dos veículos para iniciar nossas operações de logística e a Mercedes-Benz, juntamente com a Savar, foi quem satisfez a nossa necessidade. Esse foi um ponto muito importante na escolha da marca”, diz Eduardo Eichenberg, fundador e presidente da Corelog. “Na logística, tudo é muito rápido e a gente precisa de um parceiro que nos atenda em curto espaço de tempo. Quando fechamos um contrato, precisamos colocar os veículos rapidamente em operação. A Savar e a Mercedes-Benz são esses parceiros”.

De acordo com o cliente, a Corelog oferece soluções logísticas estratégicas e transporte rodoviário no Brasil e no Mercosul, além de armazenagem de mercadorias e de documentos e projetos logísticos. “Nossa empresa está crescendo muito rápido. Em seus cinco anos no mercado, a Corelog cresceu uma média de 40% ao ano. Nossa meta é quadruplicar de tamanho nos próximos cinco anos. Para esse crescimento, necessitamos estar amparados por bons fornecedores. É o que alcançamos com a Savar, um grande parceiro nessa nossa trajetória”, destaca Eduardo Eichenberg.

Tecnologia

“Um grande benefício do Actros é a tecnologia embarcada do caminhão, isso faz uma tremenda diferença. Além de ser um Mercedes-Benz, uma marca conceituada, que dispensa mais comentários”, afirma Eichenberg”. O cliente ressalta mais vantagens tecnológicas do produto. “A telemetria do veículo nos permite pontuar e verificar como os nossos caminhões estão sendo conduzidos. Nesse sentido, efetivamente o Actros dá um retorno significante no consumo de combustível e no custo de manutenção, o que, sem dúvida, é muito importante para nós. Qualquer centavo de litro de diesel que a gente consegue economizar, no final do ano isso chega a um valor considerável”.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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