Copersucar investe em tecnologia para gerenciar à distância a descarga de açúcar no porto de Santos

31/03/2022

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As tecnologias no mundo empresarial vêm se desenvolvendo em uma velocidade exponencial, e na área portuária este cenário é bem semelhante, tornando-se cada vez mais um diferencial nos processos. Uma das peças-chave desta evolução é a automação, sendo que sua aplicação e desenvolvimento estão contribuindo para o aumento da produtividade, segurança e, principalmente, agilidade nas operações.

O Centro de Controle Operacional (CCO) do Terminal Açucareiro Copersucar, localizado no Porto de Santos, monitora todas as etapas, da chegada até a saída de açúcar e grãos, por meio de uma moderna mesa operacional que registra em tempo real toda a movimentação no local. Para garantir que o operador consiga realizar as atividades estando em qualquer área do terminal, foi instalado um sistema de controle e aquisição de dados.

Hoje, já é possível monitorar a descarga de caminhões, por exemplo, a qualquer distância, sem nenhum prejuízo na execução das tarefas. “O operador pode estar em outra cidade que consegue ter uma visão clara do que está ocorrendo, podendo gerenciar todas as ações necessárias”, comenta Marcelo Reis Latrova, gerente de manutenção e engenharia da Copersucar.

Mas para alcançar esta modernização, não bastava ter um apenas sistema em nuvem que espelhe as telas do CCO, foi preciso aplicar outras tecnologias ao longo de toda a operação logística. Uma das inovações produzidas para o terminal da Copersucar que foi fundamental para ter os dados a um clique de distância foi o desenvolvimento e implementação de um sistema de lacres que protege a carga, desde o carregamento na usina de cana-de-açúcar até o descarregamento no terminal em Santos, sendo rastreados por um código diferenciado. Quando caminhão é recepcionado no terminal, a integridade das informações e do sistema é averiguada, garantindo segurança e confiabilidade para o comprador final.

Algumas ferramentas implantadas recentemente também contribuíram para a operação. É o caso dos softwares que fazem a gestão do acesso ao sistema e registram o histórico das operações de forma gráfica, que permitiram que a equipe conseguisse verificar todas as ações realizadas nas descargas e embarques. Desta forma, a padronização e aprimoramento contínuo dos processos ganharam mais um impulsionador.

E a companhia implantará um medidor de vazão por radar, uma tecnologia alemã que permitirá registrar com exatidão a quantidade do produto retirado dos armazéns, elemento primário de um sistema de controle de vazão das linhas de embarque. A inovação garantirá maior eficiência, precisão e otimização de recursos.

“Os avanços e a modernização dos terminais portuários vêm ocorrendo de forma muito rápida e constante. E todas essas inovações exigem uma constante atualização tecnológica dos equipamentos e também dos profissionais da companhia, não apenas na questão de performance dos dispositivos de automação, mas principalmente, em relação à segurança da informação. E neste cenário, o treinamento e aprimoramento da equipe se transforam ainda mais em diferencial”, conclui Latrova.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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