Construtora CFA renova frota com caminhões VMX MAX para obras de infraestrutura

18/07/2023

A Tracbel acaba de entregar um lote de 10 caminhões Volvo VMX MAX Euro 6 que serão utilizados em obras de infraestrutura no Norte do Brasil.

Adquiridos pela CFA Construções, Terraplenagem e Pavimentação, os veículos foram implementados com caçamba e rodarão em diferentes frentes de trabalho, transportando terra, areia, brita e outros materiais durante a execução das obras das estradas estaduais no Sul do Pará.

“É uma grande satisfação concretizar esta parceria com a CFA, uma empresa com longa tradição em infraestrutura e uma das melhores em seu setor”, declara Victor Franco, CEO da divisão de caminhões do Grupo Tracbel. Fundada em 1992, a CFA é uma das maiores companhias especializadas em rodovias no Norte do País. Sediada na cidade de Benevides, na região metropolitana de Belém, tem uma grande frota de caminhões e máquinas amarelas e está investindo na área de transporte, visando fortalecer e ampliar sua frota com veículos de grande produtividade e baixo consumo de combustível.

Nova geração

Os caminhões são da nova geração Volvo, que começou a ser fabricada este ano. Com para-choque de aço e duplos eixos trativos, o novo VMX MAX 6×4 rígido tem um PBT de 34 toneladas, duas a mais que seu antecessor.

Esta versão vem com o motor de 360 cv e freio motor VEB de 300 cv. Com chassi duplo reforçado, tem suspensão dianteira parabólica de 8 toneladas e a traseira semielíptica de 26 toneladas.

Os novos veículos receberam inúmeros aprimoramentos que os tornaram mais completos e avançados. A motorização é totalmente nova. O caminhão tem um novo motor de 8 litros produzido pela Volvo e vem também com a nova caixa de câmbio I-Shift de 7ª geração, a mesma do FH.

“O VMX MAX foi desenvolvido pensando em garantir a maior durabilidade e o menor custo de manutenção. Ele possui precisão e força para o trabalho pesado. É uma solução inteligente para garantir produtividade e alta disponibilidade. É o caminhão ideal para a CFA”, diz Alberto Simoneti, gerente comercial da Tracbel na região Norte.  A Tracbel tem quatro unidades no Pará: Marituba, Marabá, Paragominas e Miritituba e mantém estruturas para atendimento de caminhões nestas filiais e também em outras as partes do Estado. São consultores, mecânicos, técnicos de campo e pessoal administrativo que atuam com serviços, peças e veículos. No Brasil, a Tracbel tem 30 unidades distribuídas em 15 Estados.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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