Concessão de terminal ferroviário reforça planos de expansão da Agrex do Brasil

10/01/2023

Foto: Gésion Carvalho

Com a concessão do lote 4 do terminal ferroviário de Porto Franco, no Maranhão, por 15 anos, em licitação do Ministério da Infraestrutura, em setembro de 2022, a Agrex do Brasil, subsidiária da Mitsubishi Corporation, com sede em Goiânia, GO, segue expandindo seus negócios nas áreas em que já atua e também em novas regiões, por meio de uma estratégia de crescimento orgânico nas cinco próximas safras e que deve levá-la a um faturamento de R$ 6 bilhões.

Com a licitação, a empresa assume a prestação de serviço de transbordo de grãos (soja e milho), implementação da ISO 14.001 e construção de um pátio de caminhões em Porto Franco.

“Esse é um passo que reforça a nossa presença no mercado do MAPITO [que compreende parte dos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins] e nossa confiança de crescimento de produção da região”, comemora o CEO Antonio Prado Neto.

A Agrex do Brasil é uma plataforma completa de soluções para o agronegócio, estando ao lado do agricultor desde a escolha da semente até a comercialização da safra, com um portfólio completo dos melhores parceiros globais. Comercializa defensivos agrícolas, fertilizantes, sementes de soja, milho, sorgo, pastagem, biológicos, soluções digitais, especialidades e seguro agrícola. Além disso, seus clientes ainda podem encontrar energia solar e carros Mitsubishi.

Todo esse portfólio de produtos pode ser negociado no modelo barter. A empresa atua ainda na produção agrícola, com o plantio de soja e milho, na comercialização das culturas no mercado interno – e para exportação. Conta com três unidades de produção de semente de soja e uma unidade de desativação de soja (Jet Soja) para consumo animal.

Presente nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Pará e Bahia, possui cerca de 700 colaboradores e mais de mil clientes. “Atuamos no modelo de one-stop-shop. Temos um portfólio com tudo que o agricultor precisa para implantar e conduzir lavouras comerciais de soja, milho e sorgo. Por sermos uma trading, também podemos comprar a produção (soja, milho e sorgo) do cliente, comercializando-a no mercado interno brasileiro e também podendo exportá-la para outros países consumidores. Custeio financeiro para as operações de pré-plantio, plantio e colheita, além de serviços de agricultura de precisão e soluções digitais para a gestão online/ontime da atividade produtiva também são ofertadas – tudo isso com um objetivo único de fazer com que os nossos clientes produzam mais, com o melhor custo-benefício possível”, explica Prado Neto.

Aberta a avaliar possibilidades de novos investimentos ou aquisições que possam acelerar ou potencializar a estratégia de crescimento da empresa no mercado agro brasileiro, segundo o CEO, a empresa prevê em seu plano de crescimento a abertura de novas lojas em praticamente todos os estados em que atua, aumentando, assim, a presença da Agrex e de seus times no campo. Para isso, deve saltar dos atuais 700 colaboradores para 1.000 nos próximos anos.

História de sucesso

A Agrex do Brasil nasceu em maio de 1995 em Balsas, Maranhão. Com o nome de Ceagro, ingressou no mercado por meio da comercialização de insumos agrícolas. Com o passar dos anos, foi integrando valor ao negócio, passando a atuar no armazenamento e na comercialização de milho e soja expandindo suas atividades em toda a cadeia produtiva de grãos. Além do forte crescimento nos estados do Piauí e Tocantins, a integração ao grupo argentino Los Grobo, em 2008, permitiu o acesso aos mercados de Goiás, Mato Grosso e Bahia.

Esse perfil corporativo fez com que a companhia somasse, nos últimos anos, 30 unidades, entre lojas de insumos, unidades de recebimento e armazenamento de grãos, de beneficiamento de sementes de soja e indústria de desativação de soja integral, além de uma divisão dedicada à produção agrícola apoiada em um modelo profissional de gestão. Em 2012, atraída pelo desempenho e potencial, a Mitsubishi Corporation tornou-se acionista e investidora estratégica, complementando as operações integradas do campo à medida que facilitou o acesso ao mercado internacional. Fruto dessa produtiva integração, a Ceagro passou a se chamar Agrex do Brasil.

Atualmente, a empresa possui uma misturadora de fertilizantes, a Fertgrow, e uma distribuidora de insumos agrícolas na Bahia, a Synagro.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Leilões de três terminais portuários garantem mais de R$ 226 milhões em investimentos privados
Leilões de três terminais portuários garantem mais de R$ 226 milhões em investimentos privados
Atualização da NR-1 amplia responsabilidade das transportadoras sobre saúde mental a partir de maio de 2026, aponta SETCESP
Atualização da NR-1 amplia responsabilidade das transportadoras sobre saúde mental a partir de maio de 2026, aponta SETCESP
BNDES já aprovou R$ 3,7 bilhões para renovação de frota de caminhões em 1.028 municípios
BNDES já aprovou R$ 3,7 bilhões para renovação de frota de caminhões em 1.028 municípios
Santos Brasil inicia serviço Ásia-América do Sul no Tecon Santos com operação da HMM e ONE
Santos Brasil inicia serviço Ásia-América do Sul no Tecon Santos com operação da HMM e ONE
Acidentes com caminhões geram R$ 16 bilhões em custos e expõem falhas na gestão de frotas, aponta TruckPag
Acidentes com caminhões geram R$ 16 bilhões em custos e expõem falhas na gestão de frotas, aponta TruckPag
Manutenção preventiva em armazéns ganha espaço como vantagem competitiva, aponta Tria Empilhadeiras
Manutenção preventiva em armazéns ganha espaço como vantagem competitiva, aponta Tria Empilhadeiras

As mais lidas

01

Executivos alertam para riscos do “Herói da Logística” no transporte terceirizado
Executivos alertam para riscos do “Herói da Logística” no transporte terceirizado

02

Operadores logísticos de até 50 funcionários ampliam participação e chegam a 38% do setor no Brasil, segundo a ABOL
Operadores logísticos de até 50 funcionários ampliam participação e chegam a 38% do setor no Brasil

03

Vagas no setor logístico e industrial ganham força em diferentes regiões do país
Vagas no setor logístico e industrial ganham força em diferentes regiões do país