COMJOVEM São Paulo celebra 20 anos impulsionado o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas

08/08/2024

O núcleo da Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte de Cargas de São Paulo (COMJOVEM SP) celebrou no dia 11 de julho último, na sede do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), em São Paulo, SP, os 20 anos de história da Comissão. O evento contou com a presença de autoridades, ex-integrantes da Comissão e convidados. A ocasião foi marcada por homenagens e um momento de confraternização.

Criada em 2004 com o objetivo de capacitar e integrar jovens talentos para o futuro do setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), a iniciativa, que se consolidou como um dos principais pilares do desenvolvimento da categoria no Estado, promove, por meio de um programa abrangente, a formação de jovens líderes no TRC.

Segundo Ana Jarrouge, presidente executiva do SETCESP e que participou ativamente do início do núcleo da COMJOVEM de São Paulo, as atividades da comissão, que incluem reuniões mensais, eventos e visitas técnicas, trazem muito conhecimento e networking entre os participantes, sendo uma verdadeira escola no TRC. “A COMJOVEM proporciona uma preparação ímpar para termos cada vez mais empresários e executivos melhores e mais capacitados, e isso impacta diretamente nas entidades de classe”.

O SETCESP é pioneiro nesta iniciativa e, desde o surgimento da COMJOVEM SP, dá o apoio e incentivo para que a comissão se mantenha ativa. Segundo Ana, o segredo da longevidade das atividades está em ter uma coordenação comprometida e que consiga manter o grupo unido.

Além disso, a presidente executiva ressalta a importância da iniciativa para o setor. “A força do sistema de representação vem das empresas e se elas estão bem preparadas, teremos entidades fortes, representativas e atuantes”, finaliza.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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