Comfrio e GLP inauguram usina solar em galpão logístico em São Paulo

29/11/2021

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A Comfrio, maior empresa de inteligência em soluções logísticas da América Latina para a cadeia de alimentos e do agronegócio, e a GLP, uma das líderes globais em gestão de investimentos em real estate, infraestrutura, logística e tecnologias relacionadas, acabam de inaugurar usina solar com 205 kWp de potência contribuindo para ampliar a sustentabilidade da operação logística para a indústria alimentícia.

Localizada no parque logístico GLP Guarulhos I, onde a Comfrio opera CD de 6 mil m², a usina produzirá energia de forma sustentável para operações logísticas de empresas atuantes no setor de alimentos. A usina responderá pela geração de, em média, 236,8 MWh por ano, o equivalente ao consumo médio anual de 1.560 residências. De acordo com a fabricante dos painéis, a nova fonte de energia permitirá que se deixe de emitir 75 toneladas de CO2 ao longo dos próximos 25 anos.

“Com a nova usina, contribuímos para a maior sustentabilidade da indústria alimentícia, ao mesmo tempo em que comprovamos que nossa missão vai além de cuidar do alimento do Brasil e se estende a iniciativas de impacto positivo no meio ambiente”, diz Sidney Catania, CEO da Comfrio. “Sabemos que é possível obter desenvolvimento econômico de forma sustentável e com o menor impacto possível. Com esse projeto, mostramos que também agimos nesse sentido”, completa.

Para concretizar a iniciativa, a Comfrio escolheu o parque logístico GLP Guarulhos I, por conta das suas características únicas. Além de oferecer cobertura de galpão preparada para a instalação dos painéis solares, o condomínio de 426 mil m² segue o padrão de desenvolvimento da GLP e cumpre com os critérios da certificação LEED, criada pelo U.S. Green Building Council para atestar práticas de construção sustentáveis. O parque também adota soluções para menor consumo de recursos naturais, que reduzem em até 60% a demanda por energia elétrica e água.

Segundo Mauro Dias, presidente da GLP no Brasil, a geração de energia solar em parceria com locatários dos galpões é uma ação que beneficia empresas, seus clientes e a sociedade como um todo. “Dois dos principais compromissos da GLP são: oferecer soluções para que os nossos clientes atinjam seus objetivos de eficiência logística e contribuir de maneira positiva nas comunidades onde operamos”, comenta. “A usina fotovoltaica do GLP Guarulhos I, a segunda em um parque da GLP no país, é um exemplo de solução que combina ambos os compromissos”, completa.

Globalmente, a GLP tem 2,4 milhões de m² de painéis solares instalados nas coberturas dos seus empreendimentos, que produzem mais de 224 MW.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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