Combinação de tecnologias permite aumentar a precisão do estoque da loja para quase 100%

02/02/2023

Foto: Divulgação/Manhattan

Os varejistas dependem cada vez mais das lojas para atender tanto as compras presenciais, quanto os pedidos feitos de forma online. No entanto, essa capacidade é prejudicada pela baixa precisão do estoque, que geralmente fica abaixo de 70%. Uma pesquisa recente da Manhattan Associates descobriu que apenas 3% dos varejistas dos EUA têm uma visão precisa do estoque nas lojas e em toda a rede de distribuição.

Para atender a essa demanda, a Manhattan Associates anunciou a expansão do suporte a etiquetas RFID (Radio-Frequency Identification — ou identificação por radiofrequência) na suíte Manhattan Active® Omni, portfólio de soluções para o varejo omnicanal. Agora, os módulos de ponto de venda e atendimento de loja estão habilitados com suporte RFID portátil para todas as atividades de gerenciamento de estoque e atendimento de pedidos. Ao combinar as duas tecnologias, os varejistas têm a possibilidade de aumentar a precisão do estoque da loja de 70% para quase 100%. A solução também reduz as horas de trabalho relacionadas ao estoque, ajuda os associados a localizar mercadorias rapidamente e agiliza as transações no ponto de venda.

Os recursos também automatizam os processos de contagem e recebimento de produtos, que podem ser realizados com rapidez e precisão pelos funcionários munidos com dispositivos portáteis, como a série RFD da Zebra. “O Manhattan Active Omni oferece uma abordagem unificada para vender, engajar e atender em um único aplicativo de loja. Ao integrar o RFID em suas soluções de loja, a Manhattan pode reduzir o tempo e o esforço necessários para implementar o RFID, ao mesmo tempo em que garante que os funcionários da loja possam continuar a aproveitar a solução mais avançada do mercado”, explica Amy Tennent, diretora sênior de gerenciamento de produtos da Manhattan.

Novo recurso reduz tempo gasto na busca de itens perdidos

Dentro das lojas, é comum que as mercadorias sejam movidas de um lugar para outro pelos clientes ou até mesmo extraviadas pelos funcionários. O novo modo “encontrar” da Manhattan funciona como um detector de metais, usando dispositivos RFID portáteis para direcionar os funcionários para a localização precisa dos itens marcados, reduzindo a falta de estoque e o tempo gasto na busca de itens perdidos.

Os novos recursos de RFID habilitados na tecnologia da Manhattan também podem ser usados para acelerar transações de vendas e devoluções. Os leitores colocados no ponto de venda captam as informações da etiqueta assim que a mercadoria é colocada no balcão, preenchendo imediatamente o carrinho de compras do cliente.

“O gerenciamento ágil de inventário omnichannel e o atendimento são essenciais para a operação da loja moderna”, explica Bill Toney, vice-presidente de desenvolvimento de mercado global de RFID da Avery Dennison. “Acreditamos que a combinação das soluções para lojas da Manhattan e as soluções inovadoras de RFID e identificação digital da Avery Dennison permitirá que os varejistas transformem o gerenciamento de estoque e simplifiquem as operações da loja, ao mesmo tempo em que oferecem uma experiência de primeira classe ao consumidor”.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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