Com tecnologia nativa na nuvem, C&A dobra número de entregas expressas

08/04/2022

C&A

A C&A, uma das principais varejistas de moda do mundo, mais do que dobrou as entregas concluídas no mesmo dia e no dia seguinte durante a alta temporada de vendas em 2021, em comparação com o mesmo período de 2020.

A empresa implementou o sistema de gerenciamento de armazém Manhattan Active® Warehouse Management nos Centros de Distribuição de comércio eletrônico e varejo no Brasil.

A implementação foi concluída em menos de oito meses, com início da operação bem a tempo da Black Friday. A tecnologia proporcionou uma alta temporada quase perfeita para a C&A, com zero problemas de desempenho e uma taxa de 98% de entregas dentro do prazo.

Segundo comenta Marco Beczkowski, diretor de Vendas e CS da Manhattan Associates Brasil, o Manhattan Active Warehouse Management “é o primeiro sistema de gerenciamento de armazém de classe empresarial nativo da nuvem do mundo capaz de unificar todos os aspectos da distribuição sem nunca precisar de atualização. Criada inteiramente a partir de microsserviços, a solução inaugura um novo nível de velocidade, adaptabilidade e facilidade de uso da cadeia de suprimentos”.

Já Marcel Modesto, gerente Sênior de Logística da C&A, destaca: “Nosso sistema anterior não integrava com novas tecnologias de automação e nosso Centro de Distribuição de comércio eletrônico dependia dessa solução para avançarmos com as metas de melhoria de serviço no atendimento. Com o Manhattan Active WM, conseguimos garantir a escalabilidade, integração, produtividade e suporte necessários para atender ao nosso plano estratégico e, ao crescente volume de vendas digitais”.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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