Columbia inicia 2017 operando novo CD de Exportação de Peças da Ford na Bahia

13/01/2017

A Columbia Logística começa o ano de 2017 com uma nova operação de padrão internacional: o Centro de Distribuição de Exportação de Peças da Ford, em Simões Filho, na Bahia. A unidade funciona no Complexo Logístico da Columbia Nordeste e tem como objetivo agilizar o envio de itens automotivos do Brasil para sete fábricas da Ford no mundo.

Este é o primeiro CD do Nordeste a usar um novo conceito de exportação de autopeças, em que todo o processo é feito dentro de uma área alfandegada, trazendo mais velocidade, controle e competitividade para a operação.

Com uma área de 1.500 metros quadrados, o novo armazém conta com área de escritório e docas virtuais para depósito de contêineres. O CD vai receber, consolidar e expedir material de 20 fornecedores da região Nordeste e exportar para fábricas da Ford na Venezuela, Índia, China, Tailândia, Rússia, México e Vietnã.

Com a globalização, as linhas que produzem os modelos Ka e EcoSport nesses países utilizam muitas peças fabricadas exclusivamente no Brasil, incluindo estampados da fábrica da Ford em Camaçari.

A entrega será feita diretamente no entreposto, de onde as exportações seguem para o destino de saída do país, através do porto de Salvador ou, em casos urgentes, por aeroporto.

Anteriormente, a operação de exportação era feita em um armazém externo, que operava como extensão do Complexo de Camaçari.

As principais mudanças em relação ao sistema anterior incluem a realização da operação externa dentro de área alfandegada e a otimização de embalagens de exportação, com padrão global.

Outros ganhos com o novo espaço são mudanças no controle diferenciado de inventário, retorno imediato ao fornecedor em caso de problemas na chegada do material e emissão de memorando de exportação para todas as peças.

“A agilidade no recebimento e expedição e o atendimento diferenciado aos clientes globais são vantagens do novo centro, que coloca a Ford Brasil nos padrões internacionais nesse tipo de operação”, diz Emerson Miguel, supervisor dos Centros de Distribuição de Exportações da Ford.

“Com o novo conceito, ficamos mais competitivos globalmente, expandindo as operações de exportação da Ford América do Sul”, completa Emerson Miguel.

Já Murillo Mello, diretor de Negócios da Columbia, destaca que a nova operação está alinhada ao posicionamento da empresa no mercado de logística. “Nossa missão é oferecer soluções de alto nível de complexidade e eficiência, agregando valor à cadeia de abastecimento de segmentos estratégicos para o país, entre os quais o automotivo”, afirma.

Esta é a segunda instalação da Ford a usar o novo sistema, com uma série de vantagens de logística, governança e diminuição na complexidade. No último mês de agosto, a Ford colocou em operação o centro de distribuição de Suzano, em São Paulo.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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