Cobli recebe investimento de R$ 100 milhões para acelerar o desenvolvimento de tecnologias disruptivas para grandes frotas

14/07/2023

A Cobli – FleetTech que descomplica e potencializa a gestão de frotas – acaba de anunciar uma nova rodada de investimentos de US$20 milhões, que equivale a R$100 milhões de reais. O novo aporte é liderado pela IFC, International Finance Corporation, membro do Grupo Banco Mundial, e Fifth Wall, maior gestor de ativos focado em melhorar, preparar o futuro e descarbonizar o mundo. Além disso, participam também a Qualcomm Ventures, um dos maiores investidores em Internet das Coisas; a NXTP Ventures, pioneira em venture capital em estágio inicial na América Latina; GLP Capital Partners, líder global gestora de ativos alternativos, que já eram investidores da empresa anteriormente. O anúncio acontece em um momento desafiador para novas captações e reforça a solidez e confiança dos fundos no modelo de negócio e no crescimento da empresa.

Desde que foi fundada, em 2017, por Parker Treacy e Rodrigo Mourad, a Cobli conta com as principais tecnologias de ponta para conectar grandes frotas e operações logísticas à era digital. Sensores instalados nos veículos captam informações sobre localização, trajetos, acelerações, imagens de vídeo, frenagens e outros, enviando os dados para a plataforma e permitindo administrar, por exemplo, consumo de combustível, manutenções preventivas e até o modo de condução dos motoristas.

Recentemente, a companhia lançou a Cobli Cam, solução que combina IoT com inteligência artificial e big data para oferecer benefícios valiosos tanto para as empresas cujo foco principal é a logística quanto para aquelas que dependem do deslocamento de seus funcionários para a prestação de serviços ou distribuição e entrega de produtos. Com essa tecnologia, é possível reduzir custos operacionais, aumentar a produtividade do time e mitigar incidentes. “Na maior empresa de telemetria nos Estados Unidos, 63% da receita de telemetria já vem das câmeras. No Brasil esse número ainda é perto de zero. A Cobli acredita que a videotelemetria é a fronteira final dos sensores, pois dão visibilidade completa e dão retorno superior para as frotas”, comenta Rodrigo Mourad, presidente e cofundador da Cobli.

O novo investimento vai acelerar o crescimento da empresa, principalmente via evolução do produto. A Cobli tem o objetivo de explorar ainda mais todo o potencial que a AI e os dados atrelados a imagens podem entregar. “Continuaremos inovando as soluções baseadas em vídeo, integrando o veículo com toda a operação para levar nossos clientes para a vanguarda de tecnologia e de resultados. Queremos expandir funcionalidades como o reconhecimento facial ou até mesmo viabilizar inovações disruptivas como o reconhecimento de acidentes”, complementa Rodrigo.

O valor do aporte será destinado também a proporcionar o melhor sucesso ao cliente; e conquistar mais negócios e clientes maiores. “Para os próximos três anos, o objetivo da Cobli é crescer cinco vezes”, diz Rodrigo. “Os investidores são parceiros estratégicos para continuarmos revolucionando o mercado. A IFC, por exemplo, possui conhecimento global relevante e está disposta a fazer investimento de longo prazo que cause grandes impactos”, completa.

“Com mais de 10 milhões de veículos comerciais leves no Brasil, há um grande potencial de crescimento e de eficiência de custos a serem repassados para as empresas”, disse Carlos Leiria Pinto, Gerente Geral da IFC no Brasil. “O investimento da IFC na Cobli ajudará a mobilizar investimentos privados nos setores brasileiros de transporte urbano e mobilidade elétrica, fundamentais para aumentar a conectividade e a produtividade, por meio de ganhos de eficiência no uso de combustível, economia nos custos de manutenção e prevenção de acidentes”, acrescentou.

Oportunidade da tecnologia no Brasil

O mercado de frotas tem um grande potencial de crescimento, porém ainda falta tecnologia no setor. De acordo com a Berg Insight Fleet Management, há cerca de 11 milhões de veículos comerciais no país, dos quais apenas 20% usam algum recurso de telemetria, participação que nos Estados Unidos chega a 60%. Quando o assunto é câmera, o potencial é ainda maior. Segundo o estudo The Video Telematics Market, também da Berg Insight, de 2021 para 2022 houve um aumento de 17% de dispositivos de vídeos instalados em veículos na América do Norte. Até 2025, este aumento chegará a 86%.

O primeiro passo para essa evolução é ter visibilidade de dados da operação, e inovações como telemetria ou videotelemetria têm evoluído e estão cada vez mais disruptivas e acessíveis. “As câmeras com inteligência artificial elevam o monitoramento e planejamento de frotas a um novo patamar, isso porque a inovação tem tudo da telemetria potencializado pelo vídeo, ou seja, mais informações para a gestão. Já pudemos observar bons resultados. Um cliente reduziu a praticamente zero as multas de uso de celular e diminuiu em 40% as demais infrações de trânsito”, complementa Rodrigo.

“Os veículos conectados se tornaram um dos motores de transformação mais importantes para as indústrias automotiva e de logística”, disse Carlos Kokron, vice-presidente da Qualcomm Technologies Inc. e diretor administrativo da Qualcomm Ventures Americas. “A plataforma de gestão de frotas da Cobli ajuda a aumentar a eficiência operacional e a produtividade. Estamos entusiasmados em investir novamente na Cobli para ajudar a acelerar a adoção de frotas conectadas, impulsionando ainda mais o crescimento nas indústrias automotiva e de logística”.

Liderada por um time excepcional, a Cobli está ajudando a impulsionar a evolução do setor de transporte e logística na América Latina. “Nos últimos anos, a empresa teve um amplo crescimento e se tornou líder em veículos leves da América Latina. Desde o investimento anterior, em 2021, nossa equipe dobrou de tamanho e crescemos quatro vezes em receita, comenta Rodrigo. Reforçando a solidez e sustentabilidade do seu negócio, com essa nova rodada, a empresa soma cerca de 350 milhões já investidos desde a sua fundação.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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