Cobli investe R$ 20 milhões em câmera com inteligência artificial que detecta fadiga em motoristas para reduzir acidentes no trânsito

10/05/2024

O cansaço se tornou um vilão nas estradas brasileiras, figurando entre as principais causas de acidentes. De acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), cerca de 18% dos acidentes são causados pela fadiga do motorista. Quando o assunto é distração pelo celular, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que dirigir com o dispositivo ao volante aumenta em 400% o risco de acidentes. 

Para combater essas ameaças no trânsito, a Cobli – FleetTech que descomplica e potencializa a gestão de frotas – anuncia o investimento de R$ 20 milhões no lançamento da Cobli Cam Pro, segunda geração de câmera inteligente que combina vídeo e telemetria para captar eventos de fadiga ao volante.

Desenvolvidas por um time de quase 100 profissionais, as câmaras instaladas na cabine do caminhão utilizam Inteligência Artificial (IA) para detectar instantaneamente comportamentos de risco do motorista, entre eles, fadiga (bocejo e olhos fechados), uso de cigarro, uso de celular, distração, proximidade do veículo à frente, excesso de velocidade, além de aceleração, curva e frenagem bruscas. 

Apontadas tanto para o motorista quanto para a via, as câmeras da Cobli Cam Pro emitem alertas sonoros em tempo real na cabine ao detectar essas situações, avisando o condutor sobre o perigo e incentivando-o a ajustar sua conduta imediatamente. Essa ação preventiva contribui para a segurança do motorista e dos demais usuários das vias. 

Além de alertar, a câmera de fadiga oferece aos gestores fácil acesso a evidências precisas em vídeo e dados para auditar sinistros e passar os feedbacks certos para proteger a frota. Relatórios detalhados identificam, por exemplo, os modos de condução que mais afetam a operação, permitindo a implementação de treinamentos e feedbacks mais assertivos para proteger os motoristas.

Para Rodrigo Mourad, presidente e cofundador da Cobli, a Cobli Cam Pro é uma resposta à necessidade urgente de promover a segurança viária. “O sono e o cansaço chegam sorrateiramente e a tecnologia pode agir e impedir esses problemas. A pressa ou pensamentos como ‘dá para aguentar até chegar’ ou ‘só falta mais um pouco’ podem causar tragédias. Ao detectar sinais de fadiga e distração, podemos prevenir acidentes e salvar vidas”, disse.

Segundo o executivo, o cuidado transcende as vias. “Ao fornecer acesso a dados relevantes e acessíveis, a tecnologia possibilita uma gestão de frotas mais eficaz e proativa. A câmera de fadiga da Cobli é uma aliada, um copiloto que está, ao mesmo tempo, acompanhando motorista e gestor”, afirma Mourad.

Tecnologia que reduz custos

Acidentes causam danos inestimáveis por conta das vidas interrompidas de maneira abrupta. As perdas também se concretizam em forma de um enorme custo econômico pago pelo governo, e, portanto, por toda a sociedade. De acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a despesa total estimada dos acidentes ocorridos em rodovias federais em 2022 foi de R$12,92 bilhões – levando em consideração gastos associados a atendimento hospitalar, previdenciário e perda de produção.

O presidente da Cobli ressalta ainda que o impacto da má condução também causa efeitos no consumo de combustível e no desgaste mecânico do veículo. “A maior visibilidade da operação possibilitada por tecnologias como a câmera de fadiga, pode reduzir gastos em ações que o gestor não tinha conhecimento”. Os efeitos podem ser sentidos na prática. “Um cliente que nos procurou em busca dessa solução comentou que, em um curto espaço de tempo, teve gastos de quase 3 milhões de reais em função do uso de celular e cigarro. A tecnologia se torna, então, uma resposta para esse tipo de problema”, reforça o executivo.  

Inovação para os mais diversos tipos de segmento

Em meio a uma economia de demandas e dinâmicas cada vez mais ágeis e cadeias interligadas, evitar acidentes e reduzir custos se tornam desafios para os diversos segmentos que possuem frotas. Desde a transportadora que cruza cidades e estados pelas rodovias para realizar uma entrega até as empresas de telecomunicações e energia que circulam dentro de centros urbanos para realizar manutenções e prestação de serviços. Investir em soluções que garantam velocidade, segurança, eficiência e bem-estar dos colaboradores são ações que entram no radar de executivos e tomadores de decisão conectados com as necessidades atuais. Para isso, a Cobli Cam Pro já está disponível para os mercados mencionados e todos os novos clientes poderão optar pela contratação da videotelemetria com a câmera de fadiga.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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