CIOs discutem transformação do universo digital do Varejo

27/06/2016

Para estar na vanguarda da inovação e engajamento do cliente, o Varejo precisa desenhar e colocar em prática uma estratégia para essa jornada. E engana-se quem acredita que esse processo é simples. Com o objetivo de aprender, compartilhar experiências e discutir os rumos da transformação digital no setor que CIOs e especialistas se reunirão na 5ª edição do Congresso TI & Varejo, que será realizado no dia 18 de agosto no WTC, em São Paulo.

O evento contará com a presença de Giovanni Montoneri, CIO da Decathlon, Graciela Tanaka, COO da Netshoes, Jesus Garcia, CIO da Livraria Cultura, Joaquim Garcia, CIO Global da IMC, João Pedro Serra, Country Manager do Groupon, Nicolas Simone, CIO do Boticário, Ney Santos, CIO Global da BRF, Paulo Farroco, CIO da Riachuelo e Mendel Szlejh, CIO de grandes redes varejistas, além de outros grandes líderes.

“Nós, profissionais de Tecnologia da Informação, precisamos evoluir para uma atuação de entrega de valor para o negócio”, aponta o CIO da Decathlon, Giovanni Montoneri. Para ele, o Varejo deve aproveitar as oportunidades que surgem em períodos de crise, principalmente para inovar a empresa de dentro para fora.

Esse e outros assuntos como tecnologias disruptivas, experiência de compra e eficiência operacional serão amplamente discutidos durante todo o dia de evento, garantindo um rico debate entre quem estuda e quem vive na prática a área. “O varejista que apostar na tecnologia colocando em evidência os planos de criação de novos modelos de negócio nos ambientes físico e online sairá na frente”, enfatiza o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, Eduardo Terra.

Além de Terra, outros especialistas também farão parte dessas discussões: Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail; Silvio Laban, coordenador dos programas de MBA do Insper e Ricardo Pastore já confirmaram presença e liderarão os painéis de debates junto com a moderadora Graça Sermoud.

“É preciso entender como o cliente quer comprar e como usa os diferentes canais para pesquisas e compras. Em seguida, o varejo deve amadurecer o comércio eletrônico e criar uma cultura digital nas empresas. É importante que isso permeie os vários processos da organização, não pode ser tratado como apêndice do negócio. Por fim, é preciso redesenhar atuação, estrutura e governança para orientar o business aos clientes e permitir que a experiência de compra seja fluida entre canais”, aconselha Alberto Serrentino, da Varese Retail.

Mais sobre a 5ª. edição do TI & Varejo
O Congresso também terá uma agenda paralela chamada Jornada Digital. Nessa programação, serão apresentadas palestras de 30 minutos com cases de sucesso, workshops, soluções tecnológicas e etc.

O evento contará ainda com a Feira Tecnológica com estandes de exposição dos principais players de TI e o Consumer Experience, espaço de demonstração de soluções que fomentam o engajamento do consumidor. Nesse ambiente, serão apresentadas várias tecnologias que já são aplicáveis no varejo brasileiro, tais como self checkout e outras soluções para integração da loja física com digital.

Outra novidade deste ano é o Prêmio Líderes TI & Varejo, que já está com as inscrições abertas. Em parceria com a IDC, a premiação reconhecerá o trabalho dos líderes de TI e e-commerce das redes varejistas. Para se inscrever, os líderes poderão entrar no link:
http://www.surveygizmo.com/s3/2112939/TI-e-Varejo-2016

As inscrições para a 5ª edição do Congresso TI & Varejo estão abertas e podem ser feitas no site do evento: www.congressotievarejo.com.br

Serviço:
5ª edição do Congresso TI & Varejo
Quando: 18/08
Horário: 8h às 18h
Onde: WTC
Endereço: Avenida das Nações Unidas, 12551, Brooklin Novo, São Paulo – SP

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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