CEVA moderniza procedimentos de desembaraço aduaneiro no Brasil

20/05/2016

A CEVA Logistics, uma das líderes globais em gestão da cadeia de suprimentos, aumentou significativamente a eficiência de seus procedimentos de desembaraço no Brasil para simplificar o atendimento das exigências constantes de mudanças dos processos aduaneiros.

Vários procedimentos são exclusivos de importação e exportação de produtos de e para o Brasil e é vital que os clientes tenham as informações mais atualizadas ao seu alcance para garantir que os embarques sejam tratados da maneira mais eficiente.

“O objetivo é melhorar os processos para que possamos aumentar ainda mais nossa produtividade e, portanto, tornar a cadeia de suprimentos dos clientes mais competitiva. Para isso, criamos centros de excelência operacional em São Paulo e Campinas, o que nos permite focar nas fases técnicas e operacionais do processo”, afirma Rúbio Guimarães, diretor de Desembaraço Aduaneiro da CEVA no Brasil.

A natureza complexa dos processos aduaneiros no Brasil pode levar a atrasos para as empresas que não trabalham com um parceiro que esteja totalmente familiarizado em todos os aspectos de sua operação. A principal razão que faz com que os produtos fiquem parados na alfândega é a falta de documentação correta que precisa ser apresentada sempre que eles forem liberados. Com isso, há um prazo máximo para que sejam desembaraçados, caso contrário, podem ser apreendidos pela Receita Federal e depois leiloados ou destruídos.

O novo modelo da CEVA mantém o atendimento ao cliente, suporte técnico e implantação de procedimentos inovadores para processos aduaneiros integralmente dentro das filiais. As atividades operacionais internas são centralizadas para aumentar a eficiência e ganho de escala, proporcionando à CEVA maior tempo para se concentrar nas necessidades individuais dos clientes.

No Aeroporto de Viracopos (SP), a companhia já recebeu uma classificação positiva da autoridade aeroportuária pelo seu desempenho aduaneiro. Durante o ano de 2015, a empresa aumentou a eficiência dos procedimentos aduaneiros no aeroporto em cerca de 67%. Todos os meses, a CEVA realiza, aproximadamente, 800 processos de desembaraço aduaneiro no Aeroporto de Viracopos e mais de 3.000 em todo o Brasil.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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