CEVA Logistics cria uma Organização Global de Veículos Acabados a partir da antiga operação da GEFCO

20/01/2023

A marca GEFCO agora é CEVA Logistics. Com essa mudança, a CEVA Logistics anunciou a criação de uma organização dedicada à Logística de Veículos Acabados (Finished Vehicle Logistics: FVL) como parte de sua integração com a GEFCO. A mudança ocorre após a compra da especialista francês em logística automotiva em julho de 2022 pelo Grupo CMA CGM.

A CEVA Logistics oferece uma gama completa de serviços globais de logística e cadeia de suprimentos, incluindo logística contratada e transporte aéreo, marítimo, terrestre e de veículos acabados. Com a aquisição e integração da GEFCO, a CEVA é agora a maior empresa de logística com sede na França e líder global em soluções de logística automotiva. A CEVA mudou sua sede global para Marselha em 2019.

Os negócios remanescentes da GEFCO, principalmente em logística contratada e transporte terrestre, estão sendo integrados às operações existentes da CEVA. A CEVA planeja concluir as atividades de integração e substituir a marca GEFCO em todo o mundo até 2023.

Experiência de longa data em FVL

A nova organização de produtos estará sob a direção do ex-COO da GEFCO, Emmanuel Cheremetinski. Como líder global de produtos para logística de veículos acabados, Cheremetinski liderará uma equipe global de aproximadamente 4.000 funcionários.

A GEFCO tem suas raízes em 1949, quando foi criada pela montadora francesa Peugeot. A antiga divisão de FVL da GEFCO transportou aproximadamente 4 milhões de veículos por ano usando sua frota de 1.600 caminhões, quase 3.000 vagões de transporte de veículos e mais de 100 complexos de veículos. As soluções em FVL existentes da CEVA em geografias limitadas foram integradas na nova organização de produtos.

Líder em logística automotiva global

Antes da aquisição da GEFCO, a CEVA já dava suporte a 14 dos 15 maiores fabricantes automotivos globais e muitos fornecedores globais de peças automotivas com soluções de logística, incluindo entrada para fabricação, componentes e serviços de pós-venda. Com a adição de distribuição e transporte completo de veículos, a CEVA pode oferecer soluções de ciclo de vida completo para a indústria automotiva global.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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