Cerealista Wille amplia capacidade de armazenagem com empilhadeira articulada CombiAM

22/08/2017

A Cerealista Wille, detentora da marca Moinho Jaraguá de feijões, farináceos e cereais para consumo humano e rações e outros produtos para animais, está colhendo os frutos positivos da operação da empilhadeira articulada CombiAM da marca irlandesa Combilift (www.combilift.com.br), adquirida em novembro de 2016. O equipamento está em operação na planta da empresa em Jaraguá do Sul (SC).

Movimentando 30 toneladas por dia em seu armazém, a Cerealista Wille foi a campo em busca de uma empilhadeira que pudesse atender aos requisitos de movimentação de produtos acabados estocados em gaiolas e bags, com um detalhe que não podia ser ignorado: os bags têm peso médio de 1.500 kg e precisariam ser elevados a 6 metros de altura. Além disso, a fabricante de alimentos não estava disposta a alterar o layout do armazém ou ampliá-lo.

“Chegamos a avaliar uma empilhadeira patolada e uma empilhadeira retrátil, porém com um corredor de 2 metros de largura ambas mostraram ser soluções inviáveis”, afirma Sandro Wille, proprietário da Cerealista Wille. “A decisão pela CombiAM veio após uma visita na Weg, onde pude conhecer vários desses equipamentos em operação”, conta.

A CombiAM em operação no armazém da Cerealista Wille tem capacidade para 2.000kg, opera em um corredor de 2 metros de largura e proporcionou à fabricante de alimentos aumentar em mais um nível o empilhamento de sua carga. Em vez de quatro, a Cerealista empilha cargas em cinco alturas, o equivalente a 6 metros – comparativamente, uma empilhadeira retrátil exigiria um corredor de aproximadamente 3 metros para o mesmo desempenho.

Além da vantagem de operar em corredores estreitos, a empilhadeira articulada CombiAM oferece robustez, fácil manobrabilidade e operação com cargas de diferentes formas. A cabine da empilhadeira fica estática enquanto o conjunto da torre vira para a esquerda, para a direita ou faz o processo de elevação da carga.

“Na minha avaliação, a grande vantagem da CombiAM é ter a torre articulada, o que facilita sua operação em corredores estreitos sem prejuízo de elevação da carga e proporcionando ao operador ampla visibilidade da carga e do espaço em que transita, tanto na horizontal quanto na vertical, durante a operação. É também um equipamento ágil e versátil, podendo fazer carga e descarga em pátio aberto, eliminando a necessidade de termos dois equipamentos, um operando dentro outro fora do armazém”, conclui Sandro Wille.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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