Centro de Distribuição do Grupo Boticário é o primeiro do Nordeste com certificação LEED

17/03/2016

O Grupo Boticário acaba de dar um grande passo em sustentabilidade com a certificação LEED – Leadership in Energy and Environmental Design – de seu Centro de Distribuição em São Gonçalo dos Campos – Bahia. É o primeiro CD do Norte/Nordeste do Brasil a obter uma das mais importantes certificações em sustentabilidade do mundo. Este é um resultado da preocupação constante da empresa em implementar medidas para melhorar os impactos sociais e ambientais nos negócios e na sociedade.

“Esta certificação confere um selo específico para edificações que seguem os padrões internacionais de sustentabilidade. Indica que o empreendimento foi construído levando em conta medidas sociais e ambientais, como o bem-estar de seus funcionários, ações para a comunidade em que está inserido e, principalmente, a redução ou eliminação dos impactos no meio ambiente”, explica Malu Nunes, gerente de Sustentabilidade do Grupo Boticário.

Para a executiva, o resultado dos investimentos realizados pelo Grupo Boticário na Bahia e a conquista da certificação LEED são provas de que todo o crescimento da empresa nos últimos anos tem acontecido de maneira mais sustentável. “Esse selo é emitido em mais de 130 países e considerado a principal certificação para construções sustentáveis. Nessa conquista envolvemos um time de mais de 50 pessoas. Temos compromisso com um futuro mais sustentável, construído hoje”, explica Malu. Além do CD, a fábrica em Camaçari, inaugurada em setembro de 2014, seguiu as mesmas premissas e está em fase final de certificação LEED.

No CD de São Gonçalo dos Campos do Grupo Boticário é possível destacar as seguintes ações e resultados:

1 – Água

Louças e metais eficientes

Torneiras com arejadores e temporizadores;

Vasos sanitários com descarga de duplo acionamento;

Mictórios e chuveiros com vazão reduzida.

Captação de água da chuva

Utilização em vasos e mictórios.

No CD a economia da água potável pode chegar a 85%.

2 – Energia

Aproveitamento de iluminação natural

Permite desligar as lâmpadas durante o dia.

Telhado branco

Reflete a luz do sol e não deixa passar calor para o ambiente interno, reduzindo o consumo de ar condicionado.

Sensores de presença

A luz somente é ligada quando houver pessoas no local.

A economia de energia pode chegar a 23%.

3 – Transporte

 

Estímulo aos colaboradores para que utilizem o transporte fretado;

Vagas para colaboradores que praticam a carona solidária;

 

Vagas preferenciais para veículos eficientes e de baixa emissão

 

Bicicletário e vestiários.

4 – Materiais Recicláveis

Coleta de resíduos recicláveis

Resíduos de obra

80% dos resíduos de obra foram desviados do aterro, ou seja, reciclados ou reutilizados;

Materiais regionais

Os produtos utilizados na construção do CD foram preferencialmente adquiridos de fornecedores localizados em um raio de 800 km, contribuindo, assim, para a redução de emissões de GEE no transporte.

5 – Qualidade do ar interno

Materiais com baixa emissão de COV

Os produtos usados possuem baixos índices ou nenhum COV (componente orgânico volátil) em sua composição.

Plano de qualidade do ar interno durante a construção

Vedação do ar condicionado;

Armazenagem adequada dos materiais, para preservar a saúde e o bem-estar dos instaladores e dos ocupantes.

Política de limpeza verde

Boas práticas ambientais para a limpeza do CD, com a utilização de produtos de limpeza sustentáveis.

CD São Gonçalo dos Campos

O centro de distribuição do Grupo Boticário de São Gonçalo dos Campos (BA) começou a operar em abril de 2014. Com R$ 155 milhões em investimentos, a unidade atende à demanda de distribuição de cosméticos e perfumaria para as regiões Norte e Nordeste do Brasil. Moderno e automatizado, o CD conta com tecnologia de ponta, com transelevador e linhapicking by light capaz de expedir 1.800 caixas de produtos e separar 42 mil peças por hora. Ele foi construído em um terreno de 300 mil metros quadrados e tem, inicialmente, 25.000 metros quadrados de área construída com espaço para estocagem de 16.000 posições-pallets. Este é o segundo centro de distribuição do Grupo Boticário que, desde 2010, mantém uma unidade logística  com características e dimensões similares em Registro – SP.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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