Catral obtém redução de tempo no inventário e no atendimento a clientes com WMS da onBlox

25/05/2022

Gestão assertiva de processos, garantia de rastreamento dos pedidos e controle do mix de quatro mil produtos do seu armazém foram as vantagens obtidas pela Catral, empresa especializada em automação industrial, após adotar o sistema de gerenciamento de armazém (WMS) da onBlox, empresa do Grupo Máxima que desenvolve softwares logísticos comercializados em módulos.

Antes do WMS, os processos eram realizados manualmente, acarretando erros, lentidão nas rotinas e dificuldades na realização das atividades em operações dinâmicas. Após a implementação, a Catral passou a acompanhar as etapas de recebimento, armazenagem e expedição dos itens, adquirindo a rastreabilidade dos processos, assim como mais controle da rotina e economia de tempo na operação com a eliminação dos despachos de mercadorias erradas.

Os ganhos ocorreram porque o WMS permite acompanhamento dos produtos e fornece informações como modelo e série, além de possibilitar compreender o que aconteceu em cada fase do item, desde sua chegada no armazém até a saída do Centro de Distribuição (CD).

A ferramenta também auxiliou no dia a dia dos colaboradores, que passaram a ter mais tempo para atividades estratégicas. Sem o WMS, a empresa precisava reservar um turno do dia para a realização do inventário de um grupo de produtos, o que agora é feito em menos de uma hora, representando uma economia de 80% no tempo de conclusão dessa etapa.

Edson Silva, gestor de logística da Catral, comenta que antes, para atender um cliente durante uma venda, demorava cerca de cinco minutos. Agora, o processo é quase que imediato com a redução de 40% do tempo promovida pela automatização. “O saldo positivo da parceria com a onBlox é esse: automatização desde a entrada até a liberação da saída do produto”, explica ele.

Segundo Fabrício Santos, diretor da onBlox, optar por uma tecnologia WMS é fundamental para um gerenciamento efetivo do armazém, além de alavancar os processos logísticos. “O setor de logística precisa de atenção em muitos detalhes que vão além da capacidade humana. Com o uso de um sistema, fica mais fácil superar os desafios, alavancar a operação e ganhar competitividade. Além disso, por ser comercializado em módulos, o WMS da onBlox permite mais liberdade para cada negócio implementar os blocos de acordo com suas necessidades e prioridades”, finaliza Santos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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