Campinas recebe a 16ª edição da Expo SCALA

13/11/2015

Nos dias 17 e 18 de novembro, a cidade de Campinas vai receber o principal evento de comércio exterior, logística e transporte do interior do Brasil, a Expo SCALA 2015. Em sua 16ª edição, a tradicional feira de negócios, terá a presença de renomadas empresas do setor, já em seu ciclo de palestras e debates, além da chancela de importantes players do mercado como Amcham, Grupo Guia, Sindasp, Vantine Consulting e Aeroportos Brasil Viracopos, profissionais com grande experiência irão palestrar abordando temas atuais e com espaço aberto para debate.

Com 100% dos espaços comercializados, a feira Expo SCALA promete recorde de público em seus dois dias de evento. Na feira de negócios e relacionamento será possível visitar o estande de empresas como Rodovisa Cargas Especiais, DHL, Panalpina, Santos Brasil, TNT, Original Logística entre outras que estarão expondo as melhores soluções em logística e transporte de cargas, agenciamento e armazenamento de cargas, softwares e muito mais. Na cerimônia de abertura da feira, importantes personalidades do mercado e da região já confirmaram presença.

Como patrocinadora Master, está a Aeroportos Brasil Viracopos, que desde o primeiro ano de concessão do aeroporto campineiro, realizará durante a Expo SCALA a premiação ‘Prêmio Viracopos Excelência Logística’. Na noite do dia 18, a empresas e seus prestadores de serviços são homenageados por sua excelência na atuação no Terminal de Cargas de Viracopos. O evento é realizado pelo aeroporto, com apoio do CIESP Campinas, organização da Agência GR1000 e auditória da PWC. O período de apuração do prêmio é de julho de 2014 até agosto de 2015.

As inscrições estão abertas e são gratuitas para acesso as palestras e a feira de negócios. Para participar, é necessário o credenciamento por meio do www.exposcala.com.br ou no local do evento nos dias de sua realização.

SERVIÇO:

Expo SCALA 2015

Dias: 17 e 18 de novembro de 2015

Horário: 13h às 21h

Local: Expo D. Pedro – Centro de Convenções / Anexo ao Parque D. Pedro Shopping – Av. Guilherme Campos, 500, bloco II, Campinas – SP

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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