Cadeia de frio: setor precisa fazer investimentos em eficiência energética e Tecnologia da Informação

04/04/2016

A inflação real no segmento do frio foi muito acima do IGPM. Só a energia elétrica aumentou 99% dentro de um ano no Estado de São Paulo. Nos outros estados, o aumento não foi tão alto, mas foi sempre acima de 50%, e isto é muito difícil de repassar ao cliente em tempos de crise. “Então vejo que 2015 foi um ano muito difícil para os Operadores que atuam na cadeia do frio, que em sua maioria tiveram grande redução de margem, e vejo que 2016 também será muito difícil, pois houve uma redução do volume de operações em todas as regiões do país.”

Fabio Galesi Starace Fonseca, diretor–presidente da Friozem e vice-presidente da ABIAF – Associação Brasileira da Indústria de Armazenagem Frigorificada (Fone: 11 4789.3027), observa uma grande necessidade de os operadores fazerem investimentos para se tornarem mais eficientes e, com isto, conseguirem melhorar seus números. Principalmente em eficiência energética, pois energia representa entre 20% e 30% do custo de um CD frigorificado, e TI para ter melhores e mais eficientes processos de picking, pois a MDO representa entre 30 e 50% do custo, dependendo o tipo de operação.

Tendências

Fonseca também aponta as tendências na cadeia do frio: “em termos de tecnologia temos inúmeros equipamentos novos com um custo muito menor que no passado, como lâmpadas de LED, coletores de dados, RFIDs, voice picking, etc. Então acho que estes investimentos são mais do que nunca essenciais”.

Já se referindo aos novos nichos de mercado que se apresentam para a cadeia do frio, o vice-presidente da ABIAF aponta que um mercado que começou a ser mais explorado há cerca de 10 anos é o de armazenagem de sementes, com temperatura climatizada. Alguns Operadores no Sudeste e no Nordeste começaram a operar com fármacos, e aí há uma série de novas exigências.

Concluindo, Fonseca explica que a ABIAF tem uma parceria com GCCA, que é uma associação mundial do setor presente em todos os continentes do mundo. “Com isso procuramos disponibilizar para nossos associados, um material didático de alta qualidade e, também, temos acesso ao que existe de melhor e mais tecnológico no setor.”

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