BYD fornece tratores elétricos à dnata

04/09/2018

A BYD forneceu à dnata, empresa de ground handling que opera no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, 21 tratores 100% elétricos Green Tug. A substituição dos modelos a Diesel pelos elétricos foi iniciada em setembro do ano passado e, hoje, a dnata já conta com uma frota de tratores 100% elétricos.

Os tratores são usados para rebocar carretas de malas, carga e correio e foram selecionados após avaliações técnicas e ambientais. De acordo com Ricardo Morrison, CEO da dnata Brasil, “os tratores elétricos, além de não emitirem poluentes, são mais versáteis nas manobras e deslocamentos em solo, mais seguros e confortáveis e operam silenciosamente, o que contribui para a saúde dos operadores que sofrem diariamente com o ruído intenso dos tratores convencionais.”A ideia da dnata é substituir toda a frota a Diesel por veículos elétricos nos 26 aeroportos que opera no país. “Estamos muito contentes com a frota 100% elétrica e o movimento agora se espalha pelo país, a exemplo do que a dnata vem fazendo em todo o mundo. Fico feliz por estarmos contribuindo para a reduzir a emissão de poluentes em nossas operações em solo”, completa Morrison. A dnata atende mensalmente a 3.180 voos de clientes regulares só no Aeroporto Internacional de Guarulhos e mais de 16 mil voos em todo o país.

Os 21 tratores elétricos BYD em operação deixam de lançar na atmosfera 647 toneladas de CO2 ao ano, além de 294 toneladas de material particulado, reduzindo drasticamente a poluição.

Segundo o presidente da BYD Brasil, Tyler Li, “hoje, trocar um veículo movido a combustíveis fósseis por um elétrico é um gesto amigo do planeta, das cidades e da população. Quase meio milhão de pessoas morre anualmente em consequência de doenças respiratórias e cardiovasculares provocadas pela má qualidade do ar e a BYD, juntamente com seus parceiros de negócios, estão fazendo sua parte em busca de uma sociedade de mínimo impacto ambiental, para garantir o equilíbrio do nosso planeta.”

O trator 100% elétrico Green Tug — Oferecendo duas opções de capacidade de reboque: 5 toneladas e 25 toneladas, a linha Green Tug possui um sofisticado sistema de gerenciamento de energia, uma expertise da BYD de mais de 20 anos em diversos tipos de equipamentos, o que confere mais produtividade por kWh. O sistema one pedal drive permite a condução com apenas com um pedal, o do acelerador. Cada vez que o motorista desacelera, o sistema de freios regenerativos entra em ação, recuperando 35% da energia envolvida.

O Green Tug vem equipado com a tecnologia de ponta da BYD, as baterias de fosfato de ferro lítio, garantindo uma autonomia de até 16 horas com uma única recarga.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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