Burger King® inova com inteligência artificial para otimizar estoques e evitar desperdício de alimentos nos restaurantes

13/07/2023

O Burger King® concluiu a implementação do sistema Sentinella em toda a rede própria de restaurantes. A ferramenta é baseada em inteligência artificial e ajuda a tornar mais eficiente e ágil toda a cadeia logística, além de otimizar a operação, evitando custos e desperdício de alimentos nos restaurantes.

O Sentinella usa machine learning para otimizar o pedido de insumos das lojas, apoiando o gerente com sugestões de reposição de estoque conforme o comportamento de vendas da loja e os possíveis eventos sazonais, como feriados e meses de maiores fluxos.

O sistema, desenvolvido em parceria com a empresa TopCode, já recebeu mais de 30 mil pedidos desde o início de sua implementação, em 2021.

Para garantir o aperfeiçoamento constante da inteligência artificial, a ZAMP®, máster franqueada Burger King® e POPEYES® no Brasil, investe na capacitação de seus colaboradores, a fim de reforçar o mindset focado em inteligência e automação, e inclui o Gerente de Negócios no centro dessa transformação, além da criação de uma trilha de vídeos de treinamento sobre o tema, com tradução simultânea de Libras, no Unboxing Play, plataforma de aprendizagem corporativa com trilhas de capacitação desenhadas com métodos de design thinking.

A iniciativa preza a agilidade, qualidade e, principalmente, uma cadeia funcional que permite a excelência na qualidade dos ativos para os consumidores. O vice-presidente de tecnologia da companhia, Igor Freitas, ressalta que o sistema, agora universalizado nos restaurantes próprios, é essencial para uma jornada de compra com zero atrito para o cliente.

“O cliente também se beneficia com o machine learning do sistema Sentinella, devido à eficiência operacional utilizada na checagem de estoque, que analisa com agilidade as tomadas de decisões e, principalmente, evita o desperdício de itens sob uma ótica de gestão de estoque otimizada por IA. Além disso, a nova tecnologia do sistema de pedidos dos restaurantes contribui para a política de zero waste da empresa, fazendo com que toda a Supply Chain se beneficie, reduzindo custos da operação, e reforça o fato de sermos uma marca em constante inovação, com uma visão people centric, visando o bem-estar de todas as pessoas, garantindo melhorias para o público interno, que, por sua vez, reflete na excelência de atendimento aos clientes”, pontua Freitas.

A nova funcionalidade no sistema de pedidos faz parte da estratégia da máster franqueada ZAMP® em tornar-se a maior foodtech do país pela incorporação da tecnologia em todos os pilares do negócio.

Como funciona a inteligência artificial

O sistema Sentinella cruza dados da base de pedidos realizados pelos consumidores por meio do controle de estoque para compreender quais insumos são mais utilizados no local em que a loja está. Quando o gerente precisa realizar a reposição de estoque, ele consulta o sistema, que já oferece as sugestões de maneira mais assertiva. Dessa maneira, o gerente não precisa consultar várias planilhas para entender quantos quilos de tomate devem ser comprados no período, por exemplo. As sugestões também minimizam possíveis faltas de insumos no estoque, já que o sistema estará sempre abastecido conforme as necessidades de consumo.  Com isso, toda a logística da operação é beneficiada, com um volume mais assertivo de reposição, reduzindo custos e prejuízos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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