Buonny inaugura filial no Chile

26/09/2018

A Buonny Projetos e Serviços de Riscos Securitários, que tem experiência de mais de 20 anos em gerenciamento de riscos na área de transportes e logística, acaba de inaugurar a filial Chile.

Localizada em Santiago, a unidade tem uma posição estratégica, pois é uma importante ponte para o escoamento da produção da América do Sul que precisa chegar até o Oceano Pacífico e seguir para o mercado asiático.

Além disso, 95% do transporte de cargas chileno é rodoviário, o que demonstra a importância de uma logística monitorada e com mais segurança, por meio do conceito pioneiro de inteligência embarcada no país.

Cyro Buonavoglia, presidente do Grupo Buonny, explica que o percurso de uma carga que sai do Brasil até o porto do Chile leva, em média, cinco dias de viagem. Em um mês, são realizados mais de 30 mil embarques vindos do sudeste do Brasil; já pelas fronteiras, são mais de 800 mil embarques por ano e, considerando as viagens nacionais, ultrapassam 1,2 milhão mensais.

“Diante desse cenário nessa rota, vimos que era necessário expandir as operações e oferecer modernas ferramentas e planos de gestão logística e prevenção de riscos no transporte de cargas”, enfatiza Buonavoglia.

René Ellis, de nacionalidade chilena e com longa experiência no mercado de transportes no país, será o executivo responsável pela nova filial. “O cenário de roubo de cargas mudou muito no Chile, desde 2015, com o aumento desse tipo de sinistro. Por isso, precisávamos de toda a expertise da Buonny para possibilitar a eficiência da gestão logística das cargas que saem do Brasil para o Chile, além das que também chegam pelo Pacífico e precisam ser distribuídas no território brasileiro”, diz.

Entre as cargas transportadas, estão alimentos, grãos, pescados, frutas, vinhos, pecuária, eletrônicos e cobre bruto, que são de alto valor agregado, o que mostra claramente a importância do gerenciamento de riscos e a tecnologia desenvolvida pela Buonny.

“O Chile precisava de uma logística integrada eficiente e inovadora, pois traz segurança para as cargas que passam pela região. Assim, podemos oferecer, ao mercado chileno, além de outros países latino-americanos, uma excelente performance logística, maior segurança, desempenho e produtividade”, finaliza Buonavoglia.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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