Bravo Serviços Logísticos expande atuação em Goiás e anuncia novo Centro de Distribuição em Rio Verde

22/09/2022

A Bravo Serviços Logísticos segue ampliando sua operação com a instalação de um novo Centro de Distribuição, agora na cidade de Rio Verde, GO. Com o propósito de suportar o crescimento do mercado e dos clientes, agregando valor aos seus negócios por meio da logística, a expansão visa atender tanto demandas já existentes, quanto a prospecção de novas oportunidades, considerando a região, promissora para isso.

Segundo Marcos Vilela Ribeiro, CEO da Bravo Serviços Logísticos, do ponto de vista logístico, Rio Verde está posicionado no eixo principal da região do sudoeste Goiano – local de importante representatividade na produção do agronegócio nacional e que consome mais da metade dos insumos agrícolas destinados ao estado. “Goiás faz parte da nossa história de crescimento, isso porque em 2001 implementamos nossa primeira filial em Aparecida de Goiânia. Queremos seguir trabalhando fortemente em busca de maior capilaridade, por meio de novas filiais posicionadas estrategicamente pelo país”, aponta.

Nesta primeira fase, que já está em operação, o CD conta com a capacidade de armazenamento de 14.600 posições-palete; já na segunda fase, prevista para novembro deste ano, o espaço será otimizado para suportar mais 8.400, totalizando 23.000 posições-palete.

A filial, além de gerar mais de 100 vagas de emprego para a cidade, será responsável por 53% das entregas realizadas anualmente pela Bravo no estado. “O mercado de insumos agrícolas tem se modernizado e demandado modelos que proporcionam acessibilidade aos produtos, de forma ágil e flexível. O novo CD é um local moderno e seguro, todo preparado para armazenagem desses insumos. Nosso objetivo é que indústrias, distribuidores, cooperativas e produtores rurais do sudoeste goiano tenham a possibilidade de avançar os seus estoques para mais próximo das regiões de consumo”, finaliza Ribeiro.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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