Bravo Serviços Logísticos anuncia expansão com novo Centro de Distribuição em Sorriso, MT

09/10/2024

A Bravo Serviços Logísticos, referência no atendimento logístico de armazenamento, transporte e distribuição de insumos para o mercado agrícola, amplia sua operação com um novo Centro de Distribuição em Sorriso, MT.

Com um investimento em torno de R$ 70 milhões, o projeto representa um marco importante para a empresa, pois consolida sua presença na região e amplia sua capacidade de melhor atender os clientes e prospectar oportunidades no setor.

O novo CD está localizado estrategicamente no município de Sorriso, também conhecido como a capital do agronegócio e o maior produtor individual de soja do mundo. Segundo os dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade foi líder em valor de produção agrícola pelo quarto ano consecutivo, alcançando R$ 11,5 bilhões. Já o estado do Mato Grosso, teve o maior valor de produção, com R$ 174,8 bilhões.

Atenta a potencialidade do setor e o volume de entregas já computado e previsto, a Bravo acredita na força da região e quer estar cada vez mais próxima dos clientes que demandam de um Operador Logístico para armazenar seus insumos agrícolas com segurança e entregar com agilidade e qualidade.

“Essa conquista é fruto da nossa essência e propósito de suportar o crescimento do mercado e dos clientes, agregando valor aos seus negócios por meio da logística. Seguimos trabalhando fortemente em busca de maior capilaridade, por meio de novas filiais posicionadas estrategicamente pelo país”, diz Márcio Pasquali, diretor Comercial da Bravo.

A unidade de Sorriso contará com a capacidade de armazenamento de mais de 32 mil posições-paletes e a capacidade de movimentação diária de 1.100 toneladas, além de mais de 50 veículos dedicados à distribuição regional e operação com funcionamento de 7 dias da semana em época de safra. Ela também seguirá uma formatação que privilegiará a dinâmica do last mile para o atendimento aos produtores, cooperativas e distribuidores, através de lockers inteligentes (terminais que permitem a retirada de encomendas em pontos estratégicos e próximos dos locais de consumo) e entregas rápidas de drive-thru.

Um outro ponto de destaque é que a filial está em processo de certificação LEED, sigla inglesa para Leadership in Energy and Environmental Design, um selo que busca implementar soluções sustentáveis em prédios, edifícios e estruturas, novas ou já existentes, com determinadas regras pré-estabelecidas pela organização Green Building Council (GBC).

O CD ainda representa um investimento no desenvolvimento socioeconômico da região, isso porque a geração de empregos, o estímulo à economia local e a contribuição para a dinamização do mercado logístico são aspectos que também evidenciam o impacto positivo desse projeto.

Segundo Pasquali, ainda para este ano, está planejada a contratação de mais de 150 profissionais para as áreas de armazenagem, transporte e administrativo. É importante destacar que em Mato Grosso, a Bravo está presente desde o ano de 2002 com sua filial em Cuiabá. Outra cidade estratégica que a empresa conta com uma unidade é Querência.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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