Braspress inaugura filiais de Gurupi (TO) e de Sinop (MT)

10/11/2021

Filial Sinop (OPS) caminhão

A Braspress, empresa líder no transporte de Encomendas no Brasil, inaugurou duas filiais: Gurupi (Tocantins) e Sinop (Mato Grosso), totalizando no Brasil 111 filiais próprias, 17 agentes distribuidores, e a matriz em Guarulhos (SP). Com isso, a Companhia irá reduzir os prazos de entrega nessas regiões.

Segundo o Diretor-Presidente da Braspress, Urubatan Helou, essas inaugurações ajudam a consolidar ainda mais as operações da Braspress no Brasil, proporcionando cada vez mais diferenciais frente à concorrência.

‘’Com a abertura da filial de Sinop estamos diminuindo os prazos de entregas para cidades como Lucas do Rio Verde, Sorriso, Primavera do Leste e outras dessa importante região agrícola de cultivo de grãos, totalizando 3 unidades no estado mato-grossense, Rondonópolis, Cuiabá e Sinop.

Já com a filial de Gurupi atenderemos 38 cidades do sul de Tocantins com maior agilidade, completando duas unidades no estado de Tocantins, sendo a outra em Palmas’’, afirmou Urubatan Helou.

Sinop é a quarta maior cidade do estado com 146.005 habitantes, cujo nome é formado pela sigla da empresa responsável por projetá-la e inaugurá-la em 1974 (Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná).

Gurupi é a terceira maior cidade do estado com mais de 100 mil habitantes, com vocação para o comércio varejista. Inaugurada em 1958, a cidade tem grande potencialidade para a extração de minerais, como topázio, esmeralda e diamante, tanto é que Gurupi significa diamante puro.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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