BR Distribuidora divulga resultados do 2º trimestre de 2020

25/08/2020

Mesmo diante de um ambiente adverso por conta da pandemia do Covid-19, no qual o mercado sofreu um recuo significativo, a BR Distribuidora registrou ganho de market share, sendo 0,4% na média do 2T20 em comparação ao 1T20 e com importante avanço tanto no segmento B2B (+2,4%) quanto na revenda (+1,2%). O lucro líquido neste segundo trimestre foi de R﹩ 188 milhões, 19,7% menor que o 1T20 e 37,7% a menos que 1T19. O Ebitda ajustado no período foi de R﹩ 816 milhões ou R﹩ 104/m³, 47,7% maior do que o 1T20 e 61,3% se comparado ao 2T19.

Esse resultado é reflexo direto da implementação de medidas de aumento de eficiência e obtenção de ganhos tributários que compensaram o cenário atípico e os efeitos da queda do petróleo. Além disso, destaca-se que a companhia gerou fluxo de caixa positivo, mantendo sua alavancagem em níveis saudáveis, mesmo no período desafiador.

A diminuição de dispêndios ocorrida no 2T20 em relação ao 1T20, por conta da consolidação das iniciativas de gestão de despesas correntes e por medidas de contingência adotadas durante a pandemia, atingiram R﹩ 81 milhões, mitigando o impacto do recuo do volume de vendas, que foi 14,8% inferior na comparação QoQ.

A companhia observa uma gradual recuperação dos volumes vendidos, o que tem acompanhado a contínua retomada da circulação de pessoas nas principais capitais do país. No diesel, em junho, o crescimento foi de 1,2% e, no ciclo Otto, 1,9% em relação ao período pré-crise.

A BR continua alinhada às 10 iniciativas de criação de valor, reiterando o potencial de seus ativos, pessoas, produtos e marcas, que vão gerar resultados consistentes e sustentáveis no longo prazo.

Mais informações e acesso aos resultados completos: http://www.ri.br.com.br

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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