Boa Safra inaugura Centro de Distribuição no Mato Grosso

06/09/2022

A Boa Safra, líder na produção de sementes de soja no Brasil, inaugurou oficialmente seu novo Centro de Distribuição no Mato Grosso, em parceria com a Suno Asset. Localizado na cidade de Sorriso – município com o maior valor de produção agrícola no Brasil, segundo dados do IBGE –, o terreno possui 90.000 m² e está às margens da BR-163.

O CD terá capacidade total de estocagem de 40.000 big bags (com aproximadamente 1.000 kg cada). Neste início de operação, poderão ser estocadas 20 mil bags em posições refrigeradas. “Escolhemos a cidade de Sorriso para poder atender da melhor forma os produtores desta que é uma das principais regiões agrícolas do país. Construir um Centro de Distribuição aqui reforça nosso compromisso com o agricultor de que entregaremos a semente de melhor qualidade, nas melhores condições, com rapidez e agilidade, para que a colheita seja um sucesso”, afirma Marino Colpo, CEO da Boa Safra.

Com a nova estrutura, a Boa Safra espera melhorar cada vez mais a jornada do cliente, assegurando ainda mais pontualidade e segurança nas entregas. As câmaras refrigeradas que compõem o CD são responsáveis por manter os altos níveis de vigor e germinação que as sementes da companhia oferecem.

A unidade de Sorriso faz parte do plano de expansão da empresa, anunciado no IPO de abril de 2021, que é ter, a médio-longo prazo, operação nas principais regiões do Brasil. Em breve, serão inauguradas as obras de Balsas, no Maranhão, e Primavera do Leste, também no Mato Grosso.

Fiagro SNAG11

O terreno onde foi construído o CD é um dos ativos imobiliários do Fiagro – Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais, o SNAG11, fruto da parceria entre a Boa Safra e a Suno Asset. O fundo híbrido, com ativos imobiliários e de crédito em sua composição, tem rentabilidade-alvo de CDI +3% ao ano, isenção de imposto de renda e ausência de taxa de performance. Suas cotas são comercializadas na Bolsa de Valores com foco nos investidores de pessoas físicas que se interessam por ativos vinculados ao agronegócio. “Esse imóvel em Sorriso nos passa muita tranquilidade e segurança. Primeiro, porque serve ao agro na capital mundial da soja, e também porque tem localização estratégica, o que possibilita que o terreno seja usado eventualmente para outras finalidades em prol da soja”, afirma Vitor Duarte, CIO da Suno Asset.

Suno Asset A Suno Asset é a gestora de investimentos independente do Grupo Suno. Tem como missão fazer as melhores escolhas para os investidores que acreditam em uma gestão de fundos baseada nos mesmos pilares da casa de análise Suno Research, com objetivo de construir um patrimônio sólido e conquistar a independência financeira. A filosofia é a mesma adotada em todas as empresas do Grupo Suno: investimento de longo prazo e value investing.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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