Blu Logistics inaugura escritório em Itajaí, Santa Catarina

26/07/2023

Com presença em nove países, mais de 25 anos de experiência no transporte internacional de cargas e quase uma década no Brasil, a Blu Logistics acaba de inaugurar um novo escritório, em Itajaí, SC.

O espaço faz parte da estratégia de expansão da empresa no Estado com a maior infraestrutura portuária do país – 5 portos, sendo que 3 operam navios porta-contêineres –, importantíssimo para toda a cadeia de comércio exterior no Brasil.  

Presente no município desde 2018, agora a Blu Logistics retorna com mais força, para impulsionar o setor de logística da região. “Além de representar um share relevante nas importações e exportações de nosso país, sempre estivemos próximos e presentes de Santa Catarina, e continuaremos a crescer junto com os clientes que aqui operam”, comenta Gabriel Carvalho, CEO da Blu Brasil. 

A empresa, que já conta com nove escritórios no país, tem se dedicado mais recentemente ao transporte aéreo, serviços próprios de cargas consolidadas (LCL) e exportação FCL, todos com crescimento ano a ano acima de 100%. “Hoje temos em nosso time profissionais que atendem nossos clientes para além da logística internacional, ofertando soluções de logística interna, armazéns e terminais em todo o Brasil. Na importação FCL, estamos entre os maiores volumes da América Latina”, acrescenta o CEO.

Somente neste ano, a Blu movimentou 14.287 contêineres nos portos de Itajaí, Itapoá e Navegantes. No comparativo do volume de importação FCL (Full Container Load), a Blu registrou, em junho, um aumento de 15,6% no total de cargas movimentadas. Trata-se da maior marca mensal entre os cinco principais agentes de carga do país, comemora Carvalho.

Entre janeiro e junho, a performance do modal de importação também é positiva. Em comparação ao mesmo período de 2022, o aumento foi de 10% no produto FCL. No LCL (Less Than Container Load), a marca foi de 48%. Já na exportação marítima dos primeiros cinco meses do ano, o volume FCL cresceu 138% e o LCL teve um aumento de 29%, ambos comparados a 2022. As cargas movimentadas na importação aérea também subiram 291%, e 308% na exportação.

“Perto de completar dez anos de atividades no Brasil, já estamos entre os Freight Forwarders líderes no volume de carga importada de todas as origens e especialização no trade Ásia”, aponta o CEO da empresa.

Novo escritório conta com um espaço inteiro para lazer e conexões

Um dos principais diferenciais da Blu Logistics é o bom relacionamento e atendimento com os clientes. “Somos parceiros e nossos clientes podem contar conosco, independentemente da situação e complexidade. Conseguimos ter a escala de uma grande companhia multinacional, o que traz segurança ao cliente, mas, ao mesmo tempo, mantemos nosso dinamismo e simplicidade no atendimento, nos adaptando ao perfil de cada cliente”, ressalta Diego Cortez, sócio-diretor da Blu Brasil.

O fator humanização é um dos guias importantes da Blu. Por isso, o escritório foi pensado para trazer conforto, interação e excelência. Segundo o arquiteto Maurício Goedert, responsável pelo projeto, o lugar é dividido em dois pavimentos, cada um com 212 m². 

Os ambientes estão conectados por um eixo de circulação que possibilita a interação desde a recepção, passando pelo administrativo e operacional, indo até um espaço de descompressão, composto por um café e acesso ao rooftop. É nele que será possível encontrar um espaço inteiro para lazer e reuniões informais, que contempla o cenário urbano. De acordo com Maurício, o rooftop busca fortalecer o relacionamento entre as pessoas e o lugar. “O pavimento é composto por uma borda urbana de lazer local, que tem como o protagonista principal, o Rio Itajaí Açu. Com essa vista, é possível observar a movimentação das embarcações marítimas e toda a movimentação local”.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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