BIC® e Ideialog fazem parceria de sucesso para a gestão de estoques

22/04/2019

Hoje, no Brasil, a busca por empresas especializadas em gestão de armazenagem está crescendo. Segundo pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral (FDC), 59% das empresas contratam Operadores Logísticos especializados na cadeia de movimentação física dos produtos. Por outro lado, as despesas com custos logísticos cresceram 30% nas grandes empresas e, ainda segundo a pesquisa, este efeito contribuiu para a revisão e manutenção dos custos operacionais, motivando a busca pela terceirização dos serviços relacionados à cadeia de movimentação e distribuição.

 

Oportunidade de mercado

Em 2014 a Ideialog Operador Logístico (Fone: 11 2763.5043) do Gimba, passou a fazer a armazenagem, o recebimento e a separação de pedidos da BIC®. Uma parceria num modelo onde os produtos BIC® eram armazenados compartilhando a mesma área física do Gimba, bem como a separação que seguia o mesmo conceito de compartilhamento.

Esta parceria fez com que a BIC® aderisse ao processo, já comum no Gimba, de venda unitária dos produtos, o que permitiu maior aproveitamento e volume de vendas. “Naquele momento, a ideia era atingir clientes menores que não conseguiam comprar o volume de uma caixa completa de um único item. Esse fracionamento nos deu a oportunidade de melhorar e atender de forma muito mais assertiva as expectativas de nossos clientes com este perfil. E, neste momento, o know-how da Ideialog fez toda a diferença neste processo de separação de mercadorias num grau mais fracionado”, afirma André Oliveira, gerente de logística da BIC®. Afinal, como lembra Vagner Senhorini, diretor de Logística da Ideialog, a BIC® sempre trabalhou com a distribuição de caixas fechadas, mas, para atender novos clientes, passou a buscar um perfil de operação de maior fracionamento. “A Ideialog, por sua vez, já tinha essa expertise e experiência com distribuição de produtos fracionados. Logo, as duas empresas enxergaram na parceria uma oportunidade para expandir seus negócios, o que acabou sendo satisfatório para ambos.”

Senhorini também lembra que antes a BIC® entendeu que poderia aumentar sua produtividade e planejar melhor seu crescimento se optasse por um modelo de Operação Dedicada, e com isto conseguiu aumentar seu portfólio incluindo itens distribuídos pela Sheaffer materiais esportivos, como caiaque, etc.

Desta forma, a operação BIC® foi apartada concentrando todas as atividades em um único local, recebendo atendimento exclusivo no que se referia a equipamentos, áreas e equipe.

“Em 2016, face à situação econômica do país, quando diversas empresas sofreram queda em suas receitas, a BIC®, também se sentindo afetada, solicitou alteração do modelo de Operação Dedicada para Operação por Metragem Cúbica. Desta forma abriu mão da exclusividade, permitindo que a Ideialog pudesse incrementar em sua operação outros clientes, modelo que permanece até hoje”, diz o diretor de Logística da Ideialog.

 

Estratégico para ambos

Se para a BIC® o objetivo era reduzir custos de logística e dar foco ao Core Business, aumentando a competitividade no mercado e os lucros, para a Ideialog, os benefícios estavam relacionados ao subsídio dos custos operacionais e à sinergia entre os processos relativos aos clientes que já operavam no Centro de Distribuição da Ideialog. O projeto era promissor no posicionamento estratégico para a BIC® e a experiência da Ideialog em fornecer serviços logísticos integrados em um Centro de Distribuição estruturado para grandes clientes, como no caso do Gimba, que movimenta mais de 5 milhões de volumes por ano, foi determinante para garantir que as expectativas e necessidades criadas no início da parceria fossem atendidas. “Foi uma grande conquista e oportunidade de apresentar melhorias na cadeia logística da BIC®, trazendo ganhos de eficiência, sem comprometer a confiabilidade do serviço”, acrescenta Senhorini, da Ideialog.

 

Otimizando para crescer

A BIC® ocupava um galpão de 7,5 mil metros quadrados e hoje ocupa 3,5 mil metros no Centro de Distribuição da Ideialog, movimentando mais de 1 milhão de volumes ao ano.

Senhorini ressalta que a BIC® possui um parque industrial na zona franca de Manaus, AM, e eventualmente terceiriza sua produção para empresas localizadas fora do país, como Grécia, Tailândia e China. A produção destes países obrigatoriamente é direcionada à Ideialog, devido à planta da fábrica estar em uma região que recebe incentivos fiscais (zona franca).

Os produtos oriundos das fábricas – Manaus e Importações – são denominados PA (produto acabado), que é o primeiro estágio após sair da produção. Estes itens são embalados e enviados para a Ideialog, que os recebe e armazena, para posteriormente separar e atender o cliente final da BIC®.

Determinados itens são separados e enviados para manuseadoras parceiras da BIC® em São Paulo, para que sejam beneficiados, transformando-os em PAE (Produto Acabado e Embalado), onde são acondicionados em cartuchos, cartelas, blísteres bolhas, etc. Findado este processo, as manuseadores devolvem o produto para a Ideialog, para que sejam distribuídos para todo o território nacional e exportados para os países onde a BIC® possui operações, como México, Colômbia, Chile, Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia.

“O CD da Ideialog fica localizado na cidade de Barueri, SP. Já a BIC® possui um centro administrativo em Cajamar, SP. No Rio de Janeiro, RJ, a BIC® possui a Pimaco que, além da produção de itens de papelaria, é responsável pelo atendimento aos consumidores, e em Manaus, AM, são produzidos itens de papelaria, lâminas e isqueiros”, explica Senhorini.

Sobre o CD da Ideialog, ele comenta que possui 50.000 m² de armazenagem, com 300 funcionários e 250 veículos monitorados e rastreados por satélite. Em média são feitos 9.000 pedidos/dia e 80.000 SKU’s separados por dia. “No CD realizamos as operações das empresas Gimba, BIC®, Verzani Sandrini, DHL, SulAmérica e Diskpar, além da transportadora TansTruck.”

Por outro lado, o diretor de Logística da Ideialog salienta que a empresa, visando canalizar esforços apenas na complexidade das suas operações logísticas, terceiriza as demandas de transportes para parceiros que possuem grandes variedades de veículos e que sempre atendem, independentemente da cubagem/volumetria e destino que a carga terá. “Entendemos que essas parcerias são saudáveis para ambas as empresas (Ideialog x transportadoras), pois todos focam no seu principal negócio e onde cada um detém maior domínio e expertise: Ideialog na movimentação física e gestão de estoque e os parceiros em transportes nas entregas ponto a ponto.”

 

Parceria de sucesso

A parceria foi um sucesso para todos os envolvidos, pois o objetivo principal para a BIC® era ganhar expertise no processo de separação e a Ideialog, com a tecnologia adequada, conseguiu atendê-los neste quesito. “Principalmente pelo planejamento que sempre traçamos em conjunto e pela flexibilidade que temos pelo lado da Ideialog em termos de sistemas e operação, esse ponto é muito importante e com certeza um diferencial”, comenta Oliveira, da BIC®. Por seu lado, Senhorini diz que a BIC® conseguiu reduzir os custos de logística e dar foco ao core business, aumentando a competitividade no mercado e os lucros. “Hoje, a BIC® movimenta mais de 1 milhão de volumes ao ano. O valor de estoque atual é de R$14 milhões, sendo 400 mil caixas armazenadas, 2.100 metros cúbicos por mês de armazenagem e aproximadamente 300 itens no portfólio. Já a Ideialog conseguiu subsidiar os custos operacionais com a parceria e melhorar a sinergia entre os processos relativos aos clientes que já operavam no CD da Ideialog.”

Com relação aos próximos passos desta parceira, o diretor de logística da Ideialog salienta que a BIC®, visando aumentar sua produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir custos em transportes, elaborou um projeto denominado “Águia 4”, onde os produtos que atualmente são beneficiados por empresa parceira (Manuseadora) tenham esta operação instalada na mesma planta onde a Ideialog desenvolve suas atividades.

Desta forma, a Ideialog disponibilizará uma área para que esta empresa faça as instalações dos equipamentos para a transformação dos produtos, propiciando que a mercadoria circule menos e reduza o tempo em disponibilizar o produto para venda.

 

As empresas

Gimba: Pioneiro na gestão e distribuição de suprimentos, o Gimba entrega em todo o território nacional material de escritório, informática, alimentícios, descartáveis e itens de higiene e limpeza. Com quatro canais de vendas (loja virtual, loja física, televendas e contratos corporativos), atende desde a pessoa física até 300 das 500 maiores corporações do Brasil com contratos exclusivos de fornecimento programado.

BIC®: Empresa que atua nas categorias de papelaria, acendedores e barbeadores. Com sede na França, está presente em mais de 160 países. A marca Pimaco também faz parte do Grupo BIC® desde 2006.

Ideialog: Com mais de 15 anos de experiência, investe em tecnologia de ponta para agilizar processos de atendimento e distribuição de diversos tipos de materiais personalizados, promocionais, eletrônicos e operações e-commerce. Faz parte do Grupo Remaza.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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