Balanças para empilhadeiras agilizam processos no setor de movimentação de cargas

23/08/2016

Lançada há cerca de um ano pela Toigo Sistemas Automotivo, a balança embarcada para empilhadeiras está promovendo uma pequena revolução dentro dos depósitos de cargas de algumas empresas do país. Pequena, leve e fácil de instalar, ela facilita o monitoramento do peso durante elevação de cargas e torna esse processo mais seguro e rápido.

A balança pode ser instalada em qualquer modelo e marca de empilhadeira, nova ou usada, mantendo sua originalidade. Nenhum item que agregue peso aos garfos ou quadro frontal da máquina é instalado. O peso da carga pode ser verificado no display do operador. Quando acompanhada de impressora, a balança ainda emite uma etiqueta que pode ser colada ao pallet, para conferência posterior. Na versão com modem, a balança ainda permite a conexão Wi-Fi e exporta os dados para central da empresa.

Segundo Frederico Toigo, diretor da Toigo Sistemas Automotivos, a demanda pelo produto vem de empresas que desejam ter mais controle de estoque, querem auxílio para eliminar multas de peso, o remanejo de carga por mau carregamento ou distribuição ou ainda evitar problemas como divergência de peso com relação às notas fiscais de clientes e transportadoras. Com mais de 40 unidades já vendidas, o executivo conta que o retorno dos clientes tem sido bastante positivo: “Eles relatam que encontraram divergências em relação às notas e carregamentos dos veículos e que conseguiram diminuir muitos erros, além de otimizar os processos de controle de patrimônio, produtivos e de movimentação de cargas . Isso tem gerado um rápido retorno do investimento feito, que pode vir entre um e seis meses”, afirma.

A Marcopolo está entre as empresas clientes da Toigo. Ivan Carlos de Oliveira, supervisor de expedição do setor de programação e controle de produção da Marcopolo, conta que o uso da balança permite maior eficiência e precisão nos trabalhos, além de tornar toda a atividade mais rápida: “Obtivemos ganho de tempo no recebimento e expedição, em razão [da balança] permitir a separação rápida do material, logo na entrada à empresa. Outra vantagem é que, com o equipamento, é possível manter melhor controle do inventário e ter, com precisão, os dados de entrada e saída de produtos/matéria-prima. Assim, ficamos mais bem preparados para a nova legislação (a partir de 2017)”, explica.

Valéria Rosa, coordenadora de operações da CBA/Alumínio, explica que a compra do equipamento foi, em parte, para atender exigência do cliente por especificações mais precisas, em outra, para garantir a melhoria contínua dos processos dentro da empresa: “Com os produtos devidamente pesados e com especificações exatas de produto e embalagens, a fábrica deixará de ter problemas com peso e passará a garantir o peso das embalagens que produz”.

Na TopMaq, locadora de equipamentos e empilhadeiras, a demanda por mais precisão também veio dos clientes. “Eles queriam uma tecnologia que ajudasse e facilitasse a conferencia do peso da carga. A balança para empilhadeira da Toigo Sistemas Automotivos supre essa demanda. A nossa empresa comprou apenas uma balança e, com ela, conseguimos oferecer um produto com maior valor agregado e custo-benefício. Clientes que alugaram este equipamento ficaram impressionados como é eficaz e simplifica a logística”, diz Emerson Pelissari, diretor geral da empresa.

O preço da balança embarcada para empilhadeiras, modelo básico, sem impressora, é R$ 18.000,00. O equipamento conta com garantia de um ano.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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