Azsoft Sistemas recebe aporte da Fretebras para oferecer serviços de gestão automatizada de lotes para transportadoras

02/10/2024

A Azsoft Sistemas, startup de Rondonópolis, MT, que oferece um software em nuvem para facilitar a gestão logística de lotes de fretes por parte de transportadoras de carga rodoviária, acaba de receber um aporte financeiro da Fretebras, marketplace de fretes rodoviários da Frete.com, considerada a maior plataforma online de transporte de cargas da América do Sul. 

O software em nuvem oferece uma solução inovadora que permite que transportadoras possam controlar e se comunicar, de forma assertiva, com seus pontos de embarque, guardando todo o histórico de seus carregamentos, o que contribui para cotações comerciais e análises de desempenho futuras. 

Após anos de desenvolvimento da tecnologia, a empresa começou a operar recentemente e já conta com grandes transportadoras do agronegócio como clientes, como Botuverá, JCL Jandotti, Mafro, Omega e RDM, e projeta um crescimento exponencial na sua receita para 2025.

“Mesmo com pouco tempo de atuação já temos um nome consolidado no setor de transportes e vimos nessa oportunidade de negócio com a Fretebras uma forma de crescermos ainda mais. Por isso, agora estamos incorporando os nossos serviços na plataforma da Fretebras, com o uso de tecnologia de ponta para levar mais eficiência às transportadoras”, declara Thadeu Torres, um dos fundadores da Azsoft Sistemas, juntamente com Jefferson Azevedo.

O investimento tem por objetivo oferecer aos clientes Fretebras uma nova tecnologia para que possam fazer a gestão de seus lotes de embarque, demonstrando informações sobre os lotes que já têm cadastrados, quantos já foram fechados (cadência) e quais ainda estão disponíveis para serem carregados. “Estamos sempre buscando novas opções para implementar a nossa plataforma, digitalizando toda a experiência das transportadoras que a utilizam. Por isso, percebemos uma boa sinergia com a Azsoft, que oferece um produto inovador, chamado Hub, que certamente irá proporcionar mais controle e eficiência para o setor de transportes. A incorporação dessa tecnologia à plataforma Fretebras permitirá que as transportadoras possam publicar automaticamente os seus lotes e possam medir a sua produtividade com informações precisas”, declara Federico Vega, CEO da Fretebras. 

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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