Automni levanta R$ 5,5 milhões para se consolidar como líder no mercado de veículos autônomos robotizados para logística interna no Brasil

14/03/2023

Em pé da esquerda para direita: André Abrami e Henrique Nery, co-fundadores da Automni. Agachados da esquerda para direita: Moises Swirski, fundador da MSW, e Luis Felipe Savoy, CEO da Viaduto

Automnideep tech que transforma paleteiras e empilhadeiras comuns em AMR (Autonomous Mobile Robots) para funcionarem de maneira autônoma por meio de Inteligência Artificial, anuncia aporte de R$ 5,5 milhões.  

A rodada foi liderada pela MSW Capital, gestora especializada em Corporate Venture Capital através do MultiCorp 2, fundo que tem como investidores a Moura Baterias, BB Seguros, Embraer e AgeRio. A Rodada está sendo acompanhada pela Viaduto, empresa do portfólio da gestora dinamarquesa de fundos de Private Equity Danica Capital, que investiu R$ 200 milhões nos últimos 3 anos consolidando-se como referência em locação de equipamentos elétricos no Brasil, além de anjos que também co-investiram.

Em função de sua especialização em soluções logísticas autônomas robotizadas para o segmento de bens de consumo, a Automni vem acompanhando o crescimento da indústria 4.0 no Brasil. O novo investimento visa novos avanços na sua tecnologia assegurando aos seus clientes soluções robotizadas de AMRs mais competitivas e com payback entre 1 à 3 anos. Atualmente, a Automni já conta em seu portfólio de clientes com empresas como: Nestlé, Danone, Unilever e a DHL atuando como provedora de logística para essas empresas.  

“Além de reforçar a nossa tecnologia, esse investimento permitirá expandir a capacidade de entrega e ampliar a base de clientes”, explica André Abrami, fundador da Automni.

O IBGE, em 2022, apontou um crescimento de 4,2% no setor de serviços, com destaque para o setor de transporte, armazenagem e correio, que cresceram 8,4%. Mostrando o ótimo momento da categoria que pode vir a crescer ainda mais com os investimentos na área. 

Há mais de 43 anos no ramo de locação com manutenção de equipamentos para intralogística, a co-investidora, Viaduto enxerga, no negócio, uma ótima oportunidade para fortalecer a Logística 4.0 e impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias no mercado brasileiro. “Nossa perspectiva é que a transformação para locação continue forte e que os equipamentos elétricos, autônomos e robóticos ocupem um papel de protagonista na revolução do setor de intralogística. Nesse cenário o investimento na Automni fortalece nosso posicionamento na liderança de tecnologias prospectivas, e amplia o portfólio de soluções robotizadas aos clientes. ”, comenta Luis Felipe Savoy CEO da Viaduto.

Automni combina pelo menos duas verticais de interesse de inovação do Fundo MSW MultiCorp 2: logística interna com veículos elétricos e desenvolvimento de veículos de transporte com funcionamento autônomo. Essas verticais fazem parte dos ecossistemas de inovação aberta da Moura Baterias e da Embraer, investidores do Fundo.

Segundo Moises Swirski, sócio fundador da MSW Capital, “a Automni já se qualificou como importante competidor em tecnologia AMR e com possibilidade de se tornar uma empresa global. Os clientes da Automni são empresas globais com acesso amplo a diversas tecnologias, não possuem limitações para escolher o melhor robô para suas operações.  A escolha da solução da Automni passou por esse escrutínio. ”

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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