APS apresenta programas de incentivo para inovação tecnológica no Porto de Santos

23/10/2023

A Autoridade Portuária de Santos (APS) recebeu, neste mês, representantes de nove entidades educacionais, para apresentar os Programas de Inovação Aberta e de Incentivo à Pesquisa Aplicada. São iniciativas destinadas a catalisar o desenvolvimento de um ecossistema portuário e logístico inovador no Porto de Santos, avançar na agenda de transformação digital, implementação de tecnologias disponíveis e criação soluções e oportunidades de negócios no setor.

A diretora de Administração da APS, Bernadete Bacellar do Carmo Mercier, representou a diretoria na apresentação. “Vamos fazer um cadastramento das universidades e selecionar 70 alunos com projetos de iniciação científica, conclusão de graduação, dissertação de mestrado ou tese de doutorado”, explicou a diretora. “Este encontro representa a união com os representantes das instituições, para explicarmos o objetivo, indicarmos as etapas, e abrindo espaço para que contribuam com a concepção do programa”, completou Bernadete.

O Programa de Inovação Aberta busca criar um ambiente fértil para o desenvolvimento de ideias inovadoras e soluções práticas para desafios portuários. Os principais objetivos do Programa são:

– a criação de um ecossistema de inovação portuário e logístico, com um ambiente propício para a inovação, incentivando a colaboração entre empresas, instituições de ensino e pesquisadores para promover o desenvolvimento tecnológico no Porto de Santos;

– avançar na agenda de transformação digital no setor portuário, adotando tecnologias de ponta para otimizar operações e melhorar a eficiência;

– desenvolver novas soluções e oportunidades de negócio, estabelecendo parcerias estratégicas com empresas, realizando eventos, programas de estágio em inovação e convênios com instituições de ensino.

70 bolsas

Por sua vez, o Programa de Incentivo à Pesquisa Aplicada oferece até 70 bolsas para pesquisa durante 24 meses, incentivando a produção científica aplicada em diversas áreas, como gestão da cadeia logística, sustentabilidade ambiental, segurança portuária, dentre outros. As instituições de ensino credenciadas terão acesso exclusivo ao vasto ecossistema portuário e logístico do Porto de Santos, além de apoio acadêmico e orientação especializada para os alunos contemplados.

Participaram da apresentação no auditório da Presidência da APS as entidades: Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec), Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH-USP), Universidade Católica de Santos (Unisantos), Universidade Federal da São Paulo (Unifesp), Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Universidade Paulista (Unip), Universidade Presbiteriana Mackenzie, Universidade Santa Cecília (Unisanta), Strong Business School, bem como a Fundação Centro de Excelência Portuária de Santos (Cenep).

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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