Adriano Depentor é eleito presidente do SETCESP

11/11/2021

SETCESP

Adriano Depentor foi eleito, na última terça-feira, dia 09 de novembro, novo presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região. Para a eleição, os associados ao Sindicato compareceram na sede da entidade, na Vila Maria em São Paulo e nas subsedes, localizadas em Barueri/SP e Jundiaí/SP para a votação.

Eleito em chapa única, Depentor foi indicado pela atual presidência e sucederá Tayguara Helou, que preside o SETCESP desde 2016. Depentor será o 18º presidente e comandará a gestão que se inicia em 1° de janeiro de 2021 e se encerrará em dezembro de 2024.

“Sei que nos últimos anos, o presidente Tayguara elevou brilhantemente os resultados do SETCESP, então é um desafio grande dar prosseguimento a este trabalho, mas tenho a certeza de que continuaremos defendendo as bandeiras atuais e trazendo novas soluções”, disse Depentor.

Ao ser questionado sobre o sentimento de ser eleito, ele afirma que, o que mais se sobressai no momento é o senso de responsabilidade, que o objetivo principal será conservar os valores como austeridade e consciência, e que contará com a cooperação dos empresários para que o trabalho possa fluir.

Desde 1936, o SETCESP realiza eleições como sindicato e já teve 17 presidentes. O primeiro presidente eleito da casa foi Manoel Diegues. Entretanto, essa é a primeira eleição após a mudança de estatuto da entidade, que passou por um processo de Governança Corporativa e profissionalização, recentemente.

Perfil do novo presidente

Depentor possui longo histórico no transporte rodoviário de cargas. Atua há mais de 35 anos no setor. Entre os anos 2007 a 2017 presidiu a Jamef Encomendas Urgentes, e hoje faz parte do quadro societário da empresa. Formado em Administração de Empresas, pelo Instituto Newton Paiva, em Minas Gerais, tem MBA pela Faculdade de Administração (INSEAD), na França. É membro do Conselho Fiscal da FETCESP – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo e também da FuMtran – Fundação Memória do Transporte, e atual vice-presidente extraordinário de governança do SETCESP.

Foi vice-presidente do sindicato entre 2007 e 2012, vice-presidente também na criação do Sicredi-Fetcoop e diretor da COPERNET – Comissão Permanente de Negociações e Relações Trabalhistas. Esteve à frente de várias negociações de Convenção Coletiva do Trabalho com os sindicatos laborais, e é conhecido no setor como homem de consenso.

Mineiro de Belo Horizonte, Depentor tem 58 anos, é casado e pai de dois filhos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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